Começou aos nove anos a ajudar o pai numa empresa de catering em casamentos e batizados, aos 14 passou para a cozinha, estagiou no restaurante Vila Joya e trabalhou com o chef Vítor Sobral, que sempre o encorajou a seguir o caminho da gastronomia. Natural de Canas de Senhorim, Diogo Rocha está ao leme da cozinha do restaurante Mesa de Lemos, em Viseu, desde 2014, e é lá que trabalha apenas com ingredientes portugueses, juntando a gastronomia tradicional ao fine dining. “Quando abrimos o Mesa de Lemos as pessoas acharam que era uma loucura trabalharmos apenas com vinhos de produção própria, em Portugal ninguém ainda tinha feito isto, nós fizemos e continuamos a fazer.”

Em novembro de 2019 ganhou a sua primeira estrela Michelin e o impacto foi imediato. “Recordo que ainda estávamos em Sevilha e tivemos reservas de clientes de Nova Iorque, Bruxelas e Londres, provavelmente quando ainda estava a abrir uma garrafa de espumante. É absolutamente incrível, a dimensão é mesmo mundial.” Garante que a filosofia e o processo de trabalho se mantiveram e talvez tenha amadurecido a sua forma de ser e estar na cozinha. Atuar fora dos grandes centros urbanos permite-lhe ter uma proximidade maior com os produtores, conhecer a fundo o que produzem e ter a consciência de que se o país não fizer nada para combater as alterações climáticas, haverá produtos que deixarão de existir.

Guia Michelin. De José Avillez a Vasco Coelho Santos, há 5 novas estrelas em Portugal

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