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Só 12 dos 59 alvos do hacker Rui Pinto, entre magistrados, advogados e dirigentes desportivos do Sporting,  avançaram com queixa-crime contra o alegado pirata informático, por violação das suas caixas de e-mail. 24 outras vítimas, que também viram as suas caixas de correio eletrónico invadidas, disseram ao Ministério Público que não queriam seguir com um procedimento criminal e 23 ou não foram ouvidas ou não responderam sequer à solicitação dos investigadores para dizerem se desejavam, ou não, que a pessoa que entrou no seu correio eletrónico fosse condenada por isso. Esta vai ser uma das armas que a defesa de Rui Pinto vai usar esta semana em tribunal, na única sessão marcada para a fase de instrução, em que será decidido se o caso avança ou não para julgamento.

Entre os que avançaram com queixa-crime contra Rui Pinto estão o ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, assim como o funcionário da SAD, Tiago Vieira, o ex-vice-presidente para as modalidades, Vicente Moura, e o, à data, diretor desportivo Otávio Machado. Na lista há também advogados e o antigo diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra. Mas há, por exemplo, outros nomes ligados ao Sporting, como o treinador Augusto Inácio, Virgílio Lopes ou Manuel Fernandes, e mesmo advogados, como José Miguel Júdice, que disseram expressamente que não queriam avançar com um processo-crime. No grupo dos que nem sequer responderam se queriam fazer queixa contra o pirata informático está, por exemplo, Jorge Jesus.

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