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Se tem animais, ou conhece quem os tenha, já deve ter visto ou ouvido falar daqueles cães ou gatos, por exemplo, que vão para perto da porta sempre que os donos estão a chegar. Rupert Sheldrake, originalmente bioquímico na área das plantas, interrogava-se sobre o motivo para isso acontecer e decidiu estudar o assunto. Para a experiência, usou o cão Jaytee e diz que o animal conseguiu antecipar a chegada da dona em mais de 80% das vezes. Como? Telepatia, afirma o investigador britânico.

O investigador francês René Peoc’h também apontou para a mesma resposta, mas, neste caso, com base num trabalho com coelhos. Mais especificamente, com coelhas irmãs criadas juntas e separadas aos seis meses. A experiência consistia em assustar uma das coelhas, medir as variações no fluxo sanguíneo e perceber se a irmã, que se encontrava a 23 quilómetros de distância, sofria as mesmas alterações. Tudo pelo poder do pensamento, que Peoc’h também tentou demonstrar logo na tese de doutoramento, entregue em 1986, sobre a suposta influência que pintos podem ter no movimento de robôs.

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