“O vírus teve, eu diria, talvez o azar de encontrar pela frente um povo experimentado e um Governo capaz”, lê-se na imagem que está a ser muito difundida nas redes sociais, sendo ela atribuída ao primeiro-ministro António Costa que supostamente a disse a 3 de junho de 2020. É precisamente com base nessa suposta citação que um utilizador do Facebook tece uma série de comentários sobre a forma como a pandemia está a ser gerida pelo Executivo. As palavras nesse desabafo representam uma opinião e não apresentam nenhum dado especificamente incorreto ou descontextualizado. Ainda assim, a tal citação de Costa que o motiva carece de esclarecimento. 

A frase em questão foi de facto proferida na Assembleia da República, no dia 3 de junho de 2020, no decorrer de uma reunião plenária que contou com a presença do primeiro-ministro. Contudo, elas não podem ser imputadas a António Costa. O seu autor — ou melhor, autora — foi a deputada Joana Sá Pereira, representante do Partido Socialista, como se pode comprovar na ata pública (página dez deste documento, no fim da primeira intervenção da dita deputada) desta reunião plenária.

A expressão — que pode ser vista em vídeo, gravado em direto na Assembleia, neste link –, surge neste contexto: “Daqui a uma semana, os portugueses comemorarão o Dia de Portugal. Tal como noutros períodos da nossa longa história, há fortes motivos de orgulho para os portugueses. Não foi sorte. O vírus teve, diria, talvez o azar de encontrar pela frente um povo experimentado e um Governo capaz“.

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Conclusão

A citação atribuída a António Costa que acompanha esta publicação foi erradamente atribuída a uma pessoa que não o seu autor. O responsável por esta frase é a deputada socialista Joana Sá Pereira, que a proferiu na reunião plenária de 3 de julho de 2020, na Assembleia da República.

Segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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