Liberdade implica respeito. Não é tudo uma questão de dinheiro. O mundo pertence a todas as nações (povos, culturas, não aos países políticos e, muito menos a qualquer país), e os únicos inimigos são a ignorância, que faz nascer ditadores e o extremismo (político, religioso ou outro qualquer). Cada governo deve governar o país para o qual foi escolhido pelo seu povo e estabelecer relações diplomáticas respeitosas com todos os outros. Tal como os antigos impérios viram a sua autoridade sobre as antigas colónias terminar, os novos líderes infantis não deveriam governar o mundo com os seus filhos de três anos ao colo. O mundo ainda não é um romance de Ian Fleming a inspirar uma nova saga de James Bond ou (para os mais velhos) um filme de Charles Bronson (nada de justiceiros).
Para que a democracia e o desenvolvimento sustentável sejam reais, todos devem remar no mesmo sentido. A União Europeia tem força suficiente para liderar um bloco e não tem de servir ou obedecer às regras de qualquer outro país ou a qualquer “mau de filme do 007”.
A UE não deve aceitar intermediários (sejam eles o Reino Unido ou outros) nas negociações sobre tarifas ou quaisquer outros e na Europa deve ter mais peso do que outro qualquer bloco.
É certo que para vencer a segunda guerra mundial tivemos a ajuda de países externos, mas também fomos úteis para manter a guerra deste lado do Atlântico. E NÓS Europeus lutámos pela nossa liberdade! Perdemos milhões de vidas.
Vamos unir-nos, fortalecer a nossa indústria de defesa e forças armadas, falar com o Canadá e outros para criar outro (mas real) Mercosul e daqui a dez anos estaremos a falar com os atuais líderes infantis e frustrados dos “Novos Impérios” cara a cara e em posições iguais.
Nós, a Europa, e particularmente a UE, somos a terra da Democracia. Se há algum valor respeitado em todo o mundo ele é a liberdade. Temos de ter orgulho no nosso passado e honrar aqueles que o construíram para erguer o nosso próprio futuro.
As guerras começam e acabam e depois delas todos temos de reconstruir os países. Não nos esqueçamos que passar de amigos a inimigos requer um pequeno passo. Muito menor do que reconstruir relações pacíficas. A Rússia voltará a ser parceiro e a Ucrânia deve ser (se o seu povo assim quiser) parte da União Europeia. Não são Trump, Vance ou o filho de Musk que o decidem.
Não há necessidade de ir a Marte! Nenhum oligarca, apoiante do apartheid, aliado ao suposto vice-líder ariano dos EUA que apoia a extrema-direita europeia ou um líder neo-nazi alemão deve ser ouvido ou respeitado. As Primaveras Árabes mostraram o que as interferências dos estrategas noutros países podem criar. Nenhum povo no mundo progrediu por causa deste novo tipo de comportamento colonial.
Podemos construir o mundo juntos. A União Europeia deveria liderar o seu destino e definitivamente não se pode ajoelhar!