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Apesar do seu nome feminino – A Portuguesa – há quem entenda que o hino nacional é machista e, portanto, deveria ser corrigido, de acordo com o moderno paradigma da igualdade de género. Com efeito, alguém recentemente publicou, no Twitter, esta pérola: “Que o nosso hino nacional diga ‘heróis do mar’ e não ‘heroínas do mar’ diz tudo sobre o vasto caminho que ainda temos que percorrer no que toca à igualdade de géneros.”

É verdade que a inicial referência aos “heróis do mar” poderia parecer masculina, sobretudo para quem desconhece a língua portuguesa, como masculino é também o “nobre povo” que, de imediato, o hino refere. Contudo, o plural masculino, ao contrário do feminino, abarca os dois géneros e, por isso, ‘heróis’ inclui também as heroínas, enquanto que ‘heroínas’, pelo contrário, exclui os heróis.  Por outro lado, se “nobre povo” é masculino, é feminina a “nação valente” que de imediato A Portuguesa menciona, pelo que há, no hino nacional, um certo equilíbrio entre expressões masculinas e femininas.

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