Está nas vossas mãos. É para isto que servem estes comícios, estas apresentações e estes anúncios. Ouvir os discursos e perceber as promessas e as diferenças entre candidaturas.

Claro que as nossas promessas são promessas que se cumprem quase de certeza, ao contrário das promessas dos nossos adversários. Nós prometemos o planeta Terra. Eles, feitos alarves, prometem o Mundo. Nós somos a esperança. Nós somos o futuro. Quem mais poderia trazer visão que não a nossa candidatura, iluminada pelo espírito que torna messiânico o voto em nós? Agora é o momento. Nós estivemos aqui. Onde estiveram eles nestes últimos 4 anos? Por vezes a um braço de distância ao nosso lado, mas a nossa visão é para a frente, e por isso garantimos que eles aqui não estavam. E o objectivo fundamental é o seguinte: valorizar os nossos recursos. Valorizar as pessoas. Valorizar a actividade empresarial. Valorizar as escolas. Valorizar a saúde. Apoiar as IPSS. E digo mais! Temos de arranjar as estradas que estão uma vergonha. Temos de trazer pessoas. Mas temos de estancar as saídas das pessoas. O problema é se os outros municípios conseguem fazer o mesmo. Talvez seja melhor só arranjar as estradas que chegam até ao nosso concelho, e deixar esburacadas as que vão em sentido inverso.

Somos um território envelhecido. E, por isso, trazemos uma medida inovadora: vamos apostar na juventude. Para além disso, temos de investir no desenvolvimento em vez da estagnação. Os outros, por sua vez, afirmam que querem apostar no desenvolvimento e investir na juventude. À primeira vista parece semelhante, mas o nosso programa é diferente. O nosso programa é inovador. O nosso programa é simples, mas concreto. Alguém aqui fez questão de ler o nosso programa? Podem sempre votar em consciência se apenas passarem os olhos nas linhas gerais. Resumindo o programa, vêm aí as sinergias disto tudo com tudo aquilo. Excepto com o próprio significado de sinergia. Mas quem no seu perfeito juízo poderá ser contra uma boa sinergia? Eu sei quem não é: o nosso mandatário, que é uma pessoa da terra, que decidiu ficar na terra, e investir na terra e que é bem melhor do que as pessoas da terra, que decidiram ficar na terra, e investir na terra, que os outros escolheram para mandatários. Já para não falar da nossa mandatária da juventude, que é uma jovem daqui que decidiu andar por aqui, e que dá dez a zero aos dos outros, que são jovens daqui e que, ao que parece, andam por aqui. Que péssimas escolhas as deles. Mas não falemos dos outros. A nossa candidatura não fala dos outros. Falamos de nós e do amor ao nosso concelho. Os outros aparentam querer mandar pelos ares o nosso concelho. Curioso! Nós a querer construir, e eles a querer destruir. De facto, construir é mais difícil que destruir, e é precisamente por isso que aqui estamos. Para trabalhar. De preferência em política de proximidade. Com planeamento estratégico activo e inovador de braço dado com um eficiente empreendedorismo em melhoria contínua.

Somos a esperança. Somos a transformação. Ou então somos a continuação do trabalho anterior, caso sejamos do mesmo partido que já está no poder, ou até mesmo os actuais membros executivos. Nesse caso, tudo o que foi dito antes será em sentido de continuidade e não de mudança.

Nós não somos banais. Nós não usamos frases feitas. Os outros estão carregadinhos delas. Vá, temos de fazer o esforço de assumir que só fazemos política de forma verdadeira. Poderá ter-vos escapado, mas somos mesmo muito verdadeiros na forma de fazer política. Temos um bocadinho de lugares-comuns, mas menos. Confiem nos nossos, porque tivemos capacidade de os admitir. Está nas vossas mãos. Porque se não confiarem nos lugares-comuns dos bons, será mais comum os maus terem lugares. E isso, minhas amigas e meus amigos, minhas companheiras e meus companheiros, minhas camaradas e meus camaradas… isso é que não pode ser.