O que aconteceu na “Sala Oval“ na audiência entre Zelensky e dois cowboys apelidados de Trump e Vance vai com certeza provocar um novo desafio para toda a Europa. Um desafio inadiável.
Reza a História, que em questões de guerras internas na Europa, e no período pós 2.ª Guerra Mundial esta comportou-se sempre com cobardia perante países vizinhos ou nela integrados. Veja-se o caso da guerra civil da Jugoslávia em que vários países e a própria Nato teve um papel negligente relativamente aos imensos massacres e genocídios que os Sérvios praticaram sobre povos irmãos.
A Europa tem um problema grave na actualidade; ocupa-se da normalização burocrata entre países, do CO2, e em ter 700 e tal funcionários com vários assessores num Parlamento de luxo que nada decidem sobre assuntos sérios e importantes; alimentam-se portanto em finos restaurantes. Quem não ambiciona ir para Bruxelas para dizer frases politicamente corretas? Bruxelas é pois um palco de vaidade alimentado com bons ordenados. Olhando para muitos dos seus líderes vemos jeitosinhos bem aprumados , sempre sorridentes e cordiais entre si. As notícias que trespassam sobre o que decidem sabe, ao comum dos cidadãos, a muito pouco pois há sempre impasses e vetos a assinalar. Esse tipo de cenários é pasto para propaganda para partidos como o Chega e outros congéneres europeus.
A Europa vai ter que ter uma outra postura em termos de rearmamento para se afirmar em concreto face à envolvente mundial que se transfigurou nos últimos anos e que vai ter que enfrentar, se quiser sobreviver. Porque só dessa forma se pode ter Poder e reafirmar-se perante esta nova realidade geoestratégica que se tem vindo a assistir.
O que a parelha que comanda os E.U.A. de agora pretenderá em 2.º plano será desmembrar a União Europeia, criar cada vez mais “laços bilaterais“ com este ou com aquele país, para dessa forma cativar divisionismos dentro da União Europeia.
Em 1.º plano, Trump anseia e sonha em querer comandar os destinos do mundo em parceria (quem diria?) mesmo com inimigos doutrinais — a Rússia. Já Hitler o fez em tempos com Estaline e a União Soviética com o “Pacto de não agressão “ . Entretanto Hitler invadiu a Polónia com o silêncio da URSS.
Agora Trump propagandeia ser novamente a 1.ª grande potência global. Não lhe servirá de nada bracejar pois essa é já a CHINA e será ainda mais a partir de 2030 segundo muitos analistas. Serão tiros no pé a questão das taxas adicionais a produtos importados pois os E.U.A. já perdeu eficácia e produtividade em muitos setores. É um processo que tem décadas e não é agora um novo presidente que revoluciona todo um sistema comercial. Portanto basófia e incontinência verbal, somente.
A Europa tem pois uma grande desafio pela frente; tem de uma vez por todas ser mais clara na sua vontade de ajudar a Ucrânia em uníssono, e querer integrá-la na NATO ou com ajudas militares muito diretas a partir de países vizinhos como a Polónia .
Em suma, a pouca credibilidade que D. Trump tinha, perdeu-a naquela recente audiência com Zelensky. E para gente bruta, as respostas têm que ser igualmente duras, rápidas e com muita… muita firmeza da parte da Europa.