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O lamentável espectáculo de Quarta-Feira, 6 de Janeiro, no Capitólio de Washington, marcou o fim da presidência de Donald Trump com um triste balanço humano – quatro manifestantes mortos pela Polícia e um polícia morto. E interrompeu a sessão em que os congressistas ainda com dúvidas sobre resultados eleitorais iriam, pela última vez, apresentá-las. Um dia talvez venhamos a saber tudo sobre esta eleição e sobre esta grotesca intentona, com centenas de rednecks e partidários de Trump a invadirem o Capitólio, primeiro como se fosse uma pacífica visita guiada, com conivência da segurança, depois como se fosse um assalto.

Deixou já de me impressionar a hipocrisia dos comentadores e analistas que, ao longo do ano, foram vendo Antifas e BLMs a vandalizar e a destruir estátuas, a saquear lojas, a ameaçar adversários políticos, a disparar sobre polícias, silenciando ou desculpando os episódios como “a justa revolta dos injustiçados”. Agora, que já não só podem como até devem dar largas à indignação, mostram-se, previsivelmente, indignadíssimos com “a cólera dos deploráveis” e falam de sacrilégio no ataque ao “Templo da Democracia”.

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