Nos últimos tempos temos assistido a um intensificar das intervenções da maior tríade mundial económica. Estados Unidos, Rússia e China têm demonstrado que os diversos conflitos internacionais continuam a merecer a sua intermediação e ação de forma cada vez mais significativa.

As recentes relações bilaterais que rodeiam regiões como Taiwan, Ucrânia, Venezuela, passando pela tensão Israelo Palestina, onde o Médio Oriente não escapa pela guerra antiterrorista, que também passa por países africanos, mostram bem a passagem do Mundo bipolar para multipolar, assim como a quantidade de intervenientes ativos em possíveis (re)soluções.

Se, por um lado, a China tenta a todo o custo manter e reforçar a sua presença económica nos materiais e matéria-prima que regem a tecnologia mundial, por outro, os Estados Unidos e a Rússia disputam outros minérios e áreas de influência em outros locais. Os EUA tanto procuram satisfazer a Rússia de Putin ao garantir parte dos territórios da Crimeia no possível acordo a alcançar, como Trump está decidido a trocar essa intervenção pelo petróleo e controlo da Venezuela, que não deixou de ser um dos seus fornecedores através do Pacífico.

Ainda que se almeje uma viragem política à direita na América Latina, a China já impôs a sua marca através dos acordos comerciais nos últimos anos.

Toda esta nova dinâmica, no âmbito da velha política expansionista das grandes potências parece levar a novos acordos comerciais e de parceria que anteveem a tão afamada Nova Ordem Mundial.

Numa relação custo benefício, resta saber quantas vidas e quanto vai custar economicamente todo este esforço de Guerra.

Estaremos perante um passo para a paz ou apenas perante algo cíclico que gera de século a século famigeradas crises económicas e grande desgaste militar e civil? Quem sairá vencedor desta dinâmica atual?

A velha Europa demonstra, uma vez mais, a sua incapacidade de obter vantagem, fruto do divisionismo secular que a União Europeia nunca conseguiu ultrapassar.

Com outras potências na corrida tecnológica e num mundo cada vez mais virtual e dominado pela Inteligência Artificial, a leitura atual é que ninguém sairá vencedor e assistimos apenas a um reajustamento de forças em que o Mundo passa para o controlo de múltiplas potências, e a tão desejada paz terá sempre ciclos e contra ciclos conforme os interesses e a capacidade de influência económica, bélica e comercial de cada uma.