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A situação política e social em Cuba está complicada e os acontecimentos recentes na ilha do Caribe têm inevitáveis repercussões internacionais. Se não, reparem. Em Cuba, os cidadãos manifestam-se contra as miseráveis condições de vida com que o governo comunista os brinda. Enquanto isso, em Portugal, os comunistas manifestam-se contra esses manifestantes, ao mesmo tempo que António Costa continua a manifestar total disponibilidade para fazer compromissos com partidos comunistas. E todos continuam a roer-se de inveja daquela visita que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez a Cuba para prestar vassalagem ao déspota Fidel Castro.

Mas devo dizer que percebo a profunda estima que os nossos governantes socialistas e os seus comparsas comunistas nutrem pelo regime cubano. É que a existência da Cuba comunista permite, ao governo do PS, poupar imensos recursos. Recursos que, desta forma, podem ser aplicados de modo muito mais produtivo em, por exemplo, adjudicações directas a empresas fornecedoras de kits de alimentos em centros de vacinação. Empresas essas detidas por, ó inaudita coincidência!, outros socialistas. E em que é que se poupam recursos? Poupam-se na área da saúde, nomeadamente em tudo o que são consultas de psiquiatria no SNS e comparticipações de remédios para a depressão. Sim porque, enquanto os portugueses remediados conseguirem ir uma semana por ano, a crédito, fingir que são ricos para Cuba, vai dando para esquecerem que rumamos ao último lugar da UE em termos de riqueza, mais depressa do que os cubanos rumam para Miami.

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