1 A chave para se compreender o que está em curso é, de facto, Franz Fanon. “O criminoso volta sempre ao lugar [neste caso à fonte] do crime.”

Estamos perante um novo movimento de “libertação” (os novos guerrilheiros, eles próprios, chamam-lhe “descolonialismo”). Agora no nosso próprio território, de que os “libertadores” se vão apossando. Hoje, do modo como estamos a assistir, em breve no momento próprio, deduz-se, com a violência e o extermínio teorizados por Fanon.

Extermínio como, na configuração islamista, o Daesh e similares põem em prática no seu território natural e pelo mundo onde podem devastar, agora em Moçambique, assumindo que a seguir será a Europa. Na França faltará pouco e já vão fazendo ensaios, enquanto esperam pelo engrossamento migratório em que escondem a reserva de recrutamento.

O programa, a “solução final”, no exacto sentido da palavra e das decapitações que vão fazendo, é o da eliminação de todos os brancos (e quem é branco?). Porque se os brancos são racistas, se por condição irrevogável todos são racistas, mesmo os que pensamos não o ser  –  é o tal “racismo sistémico”, curiosamente teorizado por ideólogas brancas -, então, só quando os brancos forem todos eliminados deixará de haver racismo. E eis-nos no centro da tese de Fanon, que foi a ideia essencial do projecto e da obra do nazismo. Experimentem  substituir “brancos” por “judeus”, “racismo” por… “infecção universal” e “negros” por “arianos”.

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Quando, nomeadamente, uma directora (branca, registe-se) do SOS Racismo, sentencia, na TVI 24, a aberração de que só os brancos são racistas, o que devemos concluir?

E agora nem nos deixam um território onde possamos viver em apartheid, como nos EUA ou na África do Sul viveram os negros. Nem espaço para um qualquer Estado de “Israel” onde pudéssemos continuar a criar vacinas e medicamentos, automóveis, telemóveis, tudo, a civilização, enfim, com com que engordámos estas elites ociosas que hoje nos querem eliminar.

2 Escreve Steven Pinker: “A ortodoxia woke adopta o pior da ideologia nazi e do nazismo. Concretamente, a ideia de cada um de nós pertencer a um grupo definido pelo género, raça ou etnicidade, que as nossas opiniões e escolhas são determinadas por isso, que a justiça só pode ser pensada em função da média relativa de cada grupo. São ideias que estiveram também na base da segregação social nos estados americanos. É irónico ver que o pensamento dos que reivindicam “justiça social” se fundamente na concepção de uma  sociedade de grupos étnicos [de tribos] e não numa sociedade de indivíduos. O que vai, por exemplo, contra os ideais defendidos por Martin Luther King, a ideia universalista e humanista de que, numa sociedade justa, cada um deve ser julgado pelo que é enquanto pessoa e não em função da cor de pele.

3 Mas a maior tragédia gerada por estes movimentos protonazis – que a submissão ou oportunismo de governos e partidos no Ocidente agrava –  vai desabar sobre  a vida das pessoas que dizem defender. Como se vê entre nós, em vez do empenho em melhorar realmente a vida dos portugueses africanos pobres ou dos pobres de outras minorias, essas elites negras e brancas preferem destruir estátuas e padrões, calar, intimidar as pessoas que não se submetem. Se quisessem realmente que as minorias ascendessem e vivessem melhor, compreenderiam que entre nós as discriminações quase nunca derivam de racismo. Deviam, antes, combater por uma consistente integração, desde logo por uma escola de qualidade, qualificadora e exigente.

Repare-se na imposição recente de apartheid que é o impedimento de brancos traduzirem obras de autores negros (e vice-versa, ou não?). Exigência que não irá dar mais trabalho a negros, mas fazer com que os editores deixem de traduzir autores negros, como já está a acontecer entre nós.

Não sou marxista, mas um aspecto positivo do marxismo relativamente a este novo nazismo é considerar as raças apenas como mais um instrumento usado pelos capitalistas para dividir os proletários. Falavam na pobreza e nos pobres e isso era melhor do que estas “teorias críticas” raciais, que afinal favorecem os negros ricos em detrimento dos brancos e negros pobres. Brancos pobres, minorias precárias, que acabam por ser tratados como privilegiados opressores (Steven Pinker).

“A classe revela-se, assim [escreve ainda Steven Pinker], um instrumento de análise da sociedade mais moral do que a raça”… que em nada o é, acrescento eu. Evidência que distingue o marxismo-leninismo do nazismo, embora tenha usado métodos idênticos. E explica, também, porque entre todos os partidos portugueses – desde o PS e PSD ao CDS –  o PCP é o menos permeável a estes movimentos protonazis, a estas novas causas, como se vê, hoje cada vez menos fracturantes infelizmente.