Rádio Observador

Ciência

A Google celebra o 40º aniversário do Cubo Mágico

O Cubo de Rubik nasceu em 1974 na Hungria. Hoje é celebrado no motor de busca Google com um jogo online. Dentro de um mês, Portugal vai receber uma competição internacional do puzzle.

Há quem resolva o puzzle em menos de dez segundos

PATRIK STOLLARZ/AFP/Getty Images

Já passaram 40 anos desde que Ernő Rubik, um apaixonado pela resolução de puzzles e problemas, criou o Cubo Mágico. Para assinalar o aniversário o motor de busca Google dá a oportunidade a quem acede à página de tentar resolver o puzzle do cubo online. Depois de criar o Cubo de Rubik, o inventor continuou a idealizar novos tipos de puzzles, como o Rubik 360, criado em 2009, cujo objetivo é alinhar 6 bolas coloridas em 3 esferas.

Jorge Nuno Silva, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ainda se lembra de quando comprou o primeiro cubo. Quando chegou a Portugal, no início dos anos de 1980, era muito caro, tinha de ser importado diretamente da Hungria. O professor conta ao Observador que se lembra bem da textura do cubo que chegou do outro extremo da Europa – a qualidade não tinha comparação com a dos cubos que se encontram agora em qualquer loja.

Amante confesso da geometria e das formas tridimensionais, Ernő Rubik lecionava uma disciplina na Universidade Técnica de Budapeste cujo objetivo era criar novas formas geométricas sem nenhuma função específica. Enquanto analisava a forma simples do cubo, como figura geométrica, apercebeu-se dos múltiplos movimentos e posições deste no espaço – foi assim que, num par de meses, concebeu e resolveu o puzzle -, contou o inventor húngaro ao jornal Time.

O professor Jorge Nuno Silva, explica que hoje em dia há quem consiga resolver o puzzle em menos de dez segundos, basta memorizar os algoritmos – “cadeia de instruções precisas que têm o efeito de pôr as peças no sítio certo” -, e ter muita prática e destreza nos dedos. Na verdade são precisos apenas 20 movimentos – o número de Deus – para resolver qualquer puzzle do cubo, independentemente do estado inicial. Mesmo quando alguém baralha o cubo com apenas três movimentos, quem o vai resolver não consegue, simplesmente, fazer os movimentos inversos.

Mesmo que nunca tenha experimentado fazer o puzzle do cubo, já terá, pelo menos, visto o jogo. Se agora é fácil encontrá-lo, quando Ernő Rubik tentou comercializá-lo enfrentou muitas dificuldades. Em 1980, quando começou a vender o cubo na Hungria, o país ainda estava tapado pela cortina de ferro – que dividiu a Europa oriental da ocidental até 1991 – e conseguir exportar qualquer artigo para fora do país era muito difícil. Além disso, o cubo era considerado um puzzle demasiado difícil de resolver e inadequado para crianças.

Jogar e aprender
“O encanto é o elevado número de possibilidades, o número de combinações é enorme”, disse Jorge Nuno Silva, que admite nunca ter conseguido fazer mais do que dois terços do cubo. Os puzzles de Rubik, não só o cubo, mas também a pirâmide ou a cobra, são “matematicamente interessantes e muito bonitos”, refere o presidente da Associação Ludus, que se dedica à divulgação da matemática recreativa e dos jogos matemáticos. “A matemática faz-se com lápis e papel, mas dá jeito ter objetos”. O Cubo de Rubik torna mais simples a análise e a aprendizagem.

No dia 21 de junho Portugal vai acolher, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, a primeira competição internacional de speedcubers (pessoas que resolvem o cubo). A organização é da Associação Mundial do Cubo, e a portuguesa Ludus vai aproveitar a oportunidade para divulgar a Matemática, com a competição propriamente dita e com a mostra de jogos matemáticos.

Nesta competição internacional, os organizadores trazem os equipamentos: os cronómetros de elevada precisão, para detetar tempos de resolução das rondas inferiores a dez segundos, e os tapetes onde assentarão os cubos antes e depois da prova.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt
Rússia

A Cortina de Ferro volta a fechar-se? /premium

José Milhazes
249

Os cientistas estrangeiros, quando de visitas a organizações científicas russas, só poderão utilizar gravadores e máquinas copiadoras “nos casos previstos nos acordos internacionais".

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)