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Energia

Combates no Iraque representam risco para mercado petrolífero, mas não a curto prazo

Agência Internacional de Energia diz que a intensificação da ofensiva 'jihadista' no norte do Iraque representa um risco para o mercado petrolífero global, se os combates não se estenderem para o sul.

Combates intensificam-se

KHALIL AL-A'NEI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Agência Internacional de Energia (AIE) defendeu hoje que a intensificação da ofensiva ‘jihadista’ no norte do Iraque representa um risco para o mercado petrolífero global, mas não a curto prazo, se os combates não se estenderem para o sul do país.

Combatentes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL, ‘jihadistas’ sunitas) lançaram uma ofensiva no início da semana, conquistando largas extensões de territórios no norte do Iraque e a segunda maior cidade do país, Mossul, estando agora a aproximar-se de Bagdad graças a uma resistência muito fraca no terreno.

No relatório mensal sobre o petróleo, hoje divulgado, a AIE recorda que cerca de 60% da produção potencial de petróleo na próxima década será proveniente do Iraque.

“Mas enquanto a produção potencial do Iraque é enorme, também o são os obstáculos políticos que enfrenta, não havendo melhor exemplo destes que a campanha militar lançada a 9 de junho pelo EIIL e as significativas vitórias conseguidas por este no norte do país”, sublinha a AIE.

O Exército iraquiano, que luta para travar o avanço para o sul, também perdeu o controlo das cidades de Tikrit e Kirkuk.

O EIIL, que pretende criar um emirado islâmico no Iraque e na Síria, ameaçou continuar as “suas conquistas” no Iraque e avançar para Bagdad e para as cidades santas xiitas de Kerbala e Nayaf.

A AIE, agência da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), considera que o risco não é iminente “se o conflito não se estender”, apesar das inquietações que a ofensiva levanta já terem provocado a subida do preço do barril de Brent em cerca de 2,5 dólares.

A produção do norte do país está fora do mercado desde o aumento dos incidentes violentos em março passado, mas, em contrapartida, “a produção do sul do país tem estado a aumentar”, recorda a AIE.

Em maio último, a produção global de petróleo aumentou 530.000 barris por dia em todo o mundo para se cifrar em 92,6 milhões de barris.

Nos últimos dois meses, a produção mundial aumentou em um milhão de barris por dia, adiantou a AIE.

Em relação à procura de petróleo, as estimativas da AIE apontam para um aumento em cerca de 1,3 milhões de barris por dia no conjunto de 2014, para se situar em 92,8 milhões de barris diários devido à melhoria da situação económica global.

 

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