Os principais banqueiros portugueses reuniram-se na terça-feira com uma alta responsável do Banco Central Europeu (BCE) para preparar a supervisão bancária única, disse à Lusa fonte oficial do banco central.

A reunião entre os presidentes dos principais bancos portugueses – incluindo Vítor Bento, do Novo Banco – e a presidente do Conselho de Supervisão do Mecanismo Único de Supervisão, Danièle Nouy, decorreu na sede do Banco de Portugal, em Lisboa, e contou ainda com a presença do governador do Banco de Portugal.

Fonte oficial do Banco Central Europeu (BCE) disse à Lusa que, desde o início do seu mandato, Danièle Nouy tem vindo a conhecer todos os supervisores nacionais e que “o objetivo principal da sua recente viagem a Portugal foi conhecer a equipa de gestão do Banco de Portugal”.

Foi no âmbito dessa viagem, acrescentou a mesma fonte, que decorreu a reunião com os banqueiros: “Enquanto estava em Lisboa, teve também um encontro de cortesia com os representantes dos principais bancos do país, nas instalações do Banco de Portugal”.

A francesa Danièle Nouy tomou posse, no início deste ano, como responsável do Mecanismo Único de Supervisão, com a função de fazer os trabalhos preparatórios para que o BCE possa assumir a supervisão única dos bancos europeus no início de novembro.

Em entrevista ao Financial Times, pouco depois de assumir o cargo, a ex-responsável pela supervisão bancária de França defendeu que é necessário “aceitar que alguns bancos não têm futuro” e “permitir que alguns desapareçam”.

A partir de novembro deste ano, no âmbito do mecanismo único de supervisão – uma das três ‘pernas’ da futura União Bancária -, o BCE vai assumir a supervisão direta dos principais bancos europeus, com os supervisores nacionais a ficarem com a competência pelas instituições mais pequenas, apesar de sob o controlo do BCE.

Até lá, o BCE está a avaliar o balanço de cerca de 130 bancos que supervisionará diretamente – e que representam 80% dos ativos da zona euro – e realizará também testes de ‘stress’.

Nestes exames, participam os portugueses Caixa Geral de Depósitos, BPI e BCP, sendo que ainda não se sabe se o Novo Banco será sujeito aos testes de stress.