A Rússia acusou nesta quinta-feira os Estados Unidos de minar os esforços para a paz na Ucrânia, ao apoiar os opositores ao plano de cessar-fogo anunciado pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

“Um pico de retórica anti-Rússia (…) numa altura em que assistimos a grandes esforços para um entendimento político apenas deixa claro o facto de que o partido pró-guerra em Kiev goza de apoio externo, dos Estados Unidos, neste caso”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

O ministro russo acusou o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, de estar contra o plano de Putin e ter anunciado a intenção renovada de se juntar à Aliança Atlântica, quando as negociações para pôr fim a quase cinco meses de conflito estavam a chegar ao fim.

“Aqueles que escolhem o caminho da guerra estão a tomar para si uma grande responsabilidade, não apenas por continuarem com o derramamento de sangue, mas também por minar a legitimidade das ações do Presidente ucraniano”, acrescentou Lavrov.

O chefe da diplomacia russa espera que o povo ucraniano perceba que Washington – e outras capitais europeias -, estão “inundadas em retórica anti-russa” e apelidou o apelo da Ucrânia para fazer parte da NATO como “uma óbvia tentativa de fazer descarrilar” o plano de paz.

O Presidente ucraniano, Petro Porochenko, disse hoje na cimeira da NATO, no Reino Unido, que o plano de cessar-fogo deverá ser assinado na sexta-feira, em Minsk, onde está previsto encontrarem-se representantes de Kiev, de Moscovo, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e dos rebeldes pró-russos.