“Não será pelo CDS que se criarão dificuldades ou demoras ao diálogo responsável entre os dois partidos com vista ao futuro. É o que chega e é o que basta. Sou eu que o digo e não é através de rumores, é com a minha cara e com a minha voz”, afirmou.

Numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, Paulo Portas considerou que tem havido “demasiados rumores” sobre se CDS-PP e PSD, parceiros de coligação governamental, devem ou não concorrer coligados às eleições legislativas de 2015.

Propondo-se “fazer um ponto de ordem” para acabar com a “rumorologia”, Portas identificou “dois parâmetros” na questão “de saber quando é que se deve decidir se já uma aliança nas eleições” de 2015.

Em primeiro lugar, disse, “não se deve ter pressa em demasia” porque isso revela “uma coisa que não é boa, ansiedade”.

Por outro lado, acrescentou, “não se deve demorar em excesso” porque “na vida e na política há o momento certo”.

Paulo Portas disse depois acreditar que “o centro-direita pode e deve vencer as eleições em 2015” e reiterou que “o normal” é que se realizem no prazo “normal, legal e constitucional”, ou seja, no outono do próximo ano.

Portas falava no final da reunião da Comissão Política do CDS-PP, que se reuniu hoje durante três horas, para analisar o Orçamento do Estado para 2015 e marcar o próximo Conselho Nacional.

O líder democrata-cristão anunciou que vai propor ao presidente do Conselho Nacional a convocação de uma reunião deste órgão partidário para novembro.

Portas adiantou também que a partir da próxima semana “o CDS passará a ter um gabinete de estudos residente e profissionalizado”, dirigido por Graça Moniz, “jovem doutoranda”, para “trabalhar ideias para a próxima legislatura”.

Sobre a proposta orçamental para 2015, Paulo Portas disse que “o grupo parlamentar do CDS, naturalmente e em cumprimento do acordo [de coligação] e dos seus estatutos, votará esse Orçamento”.

Sobre o OE2015, Paulo Portas reiterou as ideias que defendeu nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, hoje de manhã, admitindo que o CDS “preferia a redução faseada da sobretaxa com efeitos já a partir de janeiro” mas a proposta não foi “consensual”.

“Trabalharemos para que o crédito fiscal a favor do contribuinte funcione e seja eficaz. É preferível do que deixar tudo na mesma”, justificou, frisando que a remoção da sobretaxa do IRS, para o CDS, “não é uma questão eleitoral, é uma questão estrutural”.