A polícia espanhola deteve, em rusgas por todo o país, mais de 30 suspeitos numa investigação de alegados subornos envolvendo governantes, o mais recente de uma série de casos de corrupção em Espanha, indicou nesta terça-feira o Governo. A polícia realizou buscas em propriedades e “planeou deter mais de 30 pessoas” devido a presumíveis “luvas” pagas a governantes e responsáveis da administração pública por empresas de obras públicas em troca de contratos, indicou o ministério do Interior em comunicado hoje divulgado.

“Este grupo fraudulento conseguiu infiltrar-se em muitas instituições públicas com a ajuda de funcionários públicos e governantes”, lê-se no documento. As autoridades tencionam acusar os suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, fraude fiscal e falsificação de documentos, indica o comunicado.

Esta operação policial foi desencadeada por investigações anteriores a um antigo alto responsável do planeamento urbano da cidade de Sevilha (sul) que terá recebido presentes, incluindo dinheiro e viaturas, de uma empresa de serviços ambientais que controlava “um grupo de governantes corruptos que ajudavam a ganhar contratos”.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, prometeu reformas para combater a corrupção, após uma série de grandes escândalos. Os casos suscitaram a indignação e a revolta populares, numa altura em que um em quatro cidadãos espanhóis está desempregado. Em 2013, Rajoy resistiu às pressões para se demitir devido a acusações de pagamentos não-declarados a membros do seu partido, o Partido Popular.