Eduardo Stock da Cunha quer recuperar para o balanço do Novo Banco os financiamentos a algumas empresas produtivas ligadas ao Grupo Espírito Santo (GES) que ficaram do lado do “banco mau” no momento da resolução do BES. O Jornal de Negócios escreve que estes ativos não estarão incluídos no balanço inaugural do Novo Banco, que deverá ser divulgado esta quarta-feira, mas esta é uma alteração ao perímetro dos ativos do banco de transição em que Eduardo Stock da Cunha está a trabalhar.

A administração do Novo Banco e o Banco de Portugal – que tem de autorizar a alteração – já terão acordado que os financiamentos a algumas empresas do GES vão passar para a instituição de transição, adianta o Negócios, citando fontes financeiras com conhecimento do processo. Os créditos aos Hotéis Tivoli podem estar entre os ativos a serem transferidos, segundo o jornal. À semelhança destes ativos, ficaram retidas no BES – que passou a ser o “banco tóxico” – todas as contas de empresas do grupo e também as contas de antigos administradores, familiares diretos e acionistas com participações superiores a 2% do capital.

Alguns destes créditos a empresas produtivas que ficaram no BES podem, então, passar para o Novo Banco. Instituição que deverá publicar nesta quarta-feira o seu balanço inaugural, um documento essencial para que se avance no processo de venda da instituição e que deverá mostrar que o Novo Banco conta nesta altura com ativos num valor superior a 70 mil milhões de euros.