Bach, Jacques Brel e o coro Vilvoorde, que cantou uma salve rociera que emocionou todos quantos assistiram à cerimónia fúnebre da rainha Fabíola, que decorreu sexta-feira, dia 12, em Bruxelas.

De origem espanhola – nasceu Fabíola Fernanda María de las Victorias Antonia Adelaida de Mora y Aragón numa família nobre castelhana, pois o seu pai era marquês de Casa Riera e conde de Mora – aquela que foi rainha consorte dos belgas por se ter casado com o rei Balduíno e morrera no dia 5, com 86 anos, acabou por ter um funeral de Estado, apesar de ter dito que queria uma despedida mais simples.

A cerimónia decorreu na catedral de São Miguel e Santa Gúdula, em Bruxelas, na presença de representantes de boa parte das famílias reais europeias. Juan Carlos de Espanha voltou a surgir ao lado da rainha Sofia, o príncipe de Marrocos esteve presente, assim como a imperadora Michiko do Japão (ver fotogaleria).

Um dos momentos mais intensos foi o da salve rociera, cantado por um coro formado sobretudo por expatriados espanhóis, a maior parte deles cordoveses, a que se juntou uma sobrinha da rainha, Blanca Escrivá de Romaní, marquesa de Ahumada.

A rainha Fabiola, que não tinha filhos – o trono dos belgas passou o irmão do rei, Alberto, que em 2013 abdicou a favor do seu filho, Filipe – deixou todo o seu dinheiro a uma organização de solidariedade social.