O plano Juncker levou o selo de aprovação do Conselho Europeu, que pede tanto à Comissão como ao Parlamento que acelerem o processo de aprovação dos mecanismos necessários para pôr a chamada ofensiva do investimento a funcionar em pleno até junho. Os líderes dos 28 Estados-membros deram ainda o aval à Comissão para preparar o desenho de uma possível união energética até março.

O consenso em relação às matérias discutidas neste Conselho Europeu levou a que a reunião ficasse fechada apenas num dia, em vez dos dois dias previamente estipulados – um triunfo para Donald Tusk, novo presidente do Conselho Europeu – e o encontro terminou com uma conferência de imprensa com boa disposição entre Tusk, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano.

À tarde falaram sobre o plano Juncker – os países concordaram com a medida, esperando agora que mais contribuições se juntem ao Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, nomeadamente de países como a Alemanha – e a necessidade de prosseguir com “a luta contra a evasão fiscal e o planeamento fiscal agressivo”, esperando agora os líderes europeus a proposta da Comissão sobre a troca automática de informações relativas a acordos fiscais na UE (o assunto voltará a ser discutido em junho de 2015). Entretanto, o Luxemburgo anunciou vai fornecer voluntariamente à Comissão os dados dos tax rulings visados pelo escândalo Lux Leaks.

Foi ainda decidida a necessidade de a Comissão desenhar a união energética até à reunião de março de 2015. Uma exigência que serve os interesses da Península Ibérica, já que no encontro que antecedeu a reunião alargada, entre o primeiro-ministro Passos Coelho, o presidente francês François Hollande e o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, os três países fizeram avanços sobre as interligações energéticas.

Os três governantes acordaram reunir em fevereiro em Madrid, de modo a avaliarem os projetos comuns na área das interligações energéticas, medidas que vão ser apresentadas em conjunto no Conselho Europeu de março onde se espera que Juncker apresente uma proposta de união energética, tal como primeiro-ministro Passos Coelho referiu no final do encontro.

Esta união vai visar os mix energéticos dos vários Estados-membros procurando complementar as várias formas de energia, dando ênfase às energias renováveis e assim diminuir a dependência energética da Europa face à Rússia.