Horas depois da notícia da morte do seu pai – Rafael Ramos, um dos dois polícias assassinados à queima-roupa em Nova Iorque no sábado -, Jaden Ramos, 13 anos, fez o mesmo que muitos outros adolescentes fazem quando se querem expressar. Entrou na rede social Facebook e decidiu escrever o que estava a sentir, conta o jornal norte-americano Washington Post.

“Hoje é o pior dia da minha vida”, escreveu, numa primeira publicação.

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Minutos depois, Jaden Ramos publicou um novo post, indo ainda mais ao fundo do que sentia: “Hoje tive de dizer adeus ao meu pai. Ele esteve sempre lá para mim, todos os dias da minha vida, ele era o melhor pai que eu podia pedir. É terrível que alguém seja morto só por ser polícia. Toda gente diz que odeia polícias, mas é a eles que ligam quando precisam de ajuda. Vou sempre amar-te e nunca te vou esquecer. RIP (Sigla para Descansa em Paz) Pai.”

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No sábado, a polícia norte-americana anunciou que dois agentes de Nova Iorque foram assassinados no interior do carro-patrulha no bairro de Brooklyn, em plena luz do dia, por um homem que depois se suicidou. “Dois dos melhores [agentes] de Nova Iorque foram baleados mortalmente sem aviso ou provocação”, afirmou o comissário da polícia, Bill Bratton, em conferência de imprensa. “Eles foram simplesmente assassinados”, disse.

Os dois agentes, alvo de uma “emboscada”, foram baleados na cabeça, enquanto estavam sentados nos bancos dianteiros de um carro-patrulha da polícia de Nova Iorque, afirmou Bill Bratton. Ainda no mesmo dia, veio-se a saber que o homem que matou os dois polícias terá feito ameaças nas redes sociais de que iria matar polícias, tinha baleado e ferido gravemente uma mulher que se acredita ser uma ex-namorada e tinha um longo cadastro. A polícia identificou o homem como sendo Ismaaiyl Brinsley, que era residente de Union City, nos subúrbios da cidade de Atlanta, no Estado da Georgia.

As publicações no Facebook de Jaden Ramos criaram uma onda de solidariedade nas redes sociais, principalmente no Twitter.