O Supremo Tribunal espanhol recuou e arquivou o pedido de reconhecimento de paternidade da belga Ingrid Sartiau contra o Rei Juan Carlos.

Com sete votos a favor da rejeição e três votos contra, a Sala Civil decidiu aceitar o recurso do monarca Espanha, pela falta de solidez de Sartiu. As declarações da belga seriam imprecisas e contraditórias.

A demanda foi admitida o mês passado, com base numa ata levantada em novembro de 2012 por um notário belga, que incluíam as declarações de Liliane Sartiau, mãe de Ingrid. As explicações são expostas no El Mundo.

Segundo ela, “em dezembro de 1965, estava de férias da Costa do Sol quando conheci numa discoteca um homem de 31 anos com olhos azuis, com quem mantive relações íntimas durante três noites num hotel de luxo”. Só mais tarde soube que se tratava do Príncipe Juan Carlos de Espanha.

Liliane Sartiau garante que a sua filha Ingrid é fruto desta relação, porque não esteve com mais nenhum homem entre essas férias e o nascimento da filha.

A defesa do rei honorário manifestou o seu recurso, afirmando que Juan Carlos não tem olhos azuis nem tinha 31 anos no ano de 1965. Além disso, as declarações de Ingrid contrariavam a da própria mãe, quando a filha afirmava que a história entre ela e o rei começou em 1956 e durou dez anos.