Zulkifli Abdhir, um dos mais procurados terroristas do mundo pelo FBI, morreu numa operação das forças de segurança das Filipinas, confirmou esta sexta-feira o FBI. O bombista conhecido como Marwan, era também conhecido como um fornecedor de material de apoio a terroristas.

“Fornecimento de material a terroristas; conspiração para fornecer material de apoio a terroristas; contribuir com bens e serviços a um terrorista mundial; prestação de falsas declarações”. Estas são as acusações na página oficial do FBI onde se procura por Marwan.

Formado em engenharia nos Estados Unidos, foi acusado por um tribunal da Califórnia de terrorismo em 2007 e desde então as autoridades norte-americanas acreditavam que estavam nas Filipinas.

O FBI estipulou então uma recompensa de cinco milhões de euros em troca de informações que levassem à captura de Marwan, que era também conhecido por uma vasta lista de nomes falsos: Zulkifli Abd Hir, Zulkifli Bin Abdul Hir, Hulagu, Holagu, Lagu, Musa Abdul Hir, Zulkifli Abdul Hir, Zulkifli bin Hir, Abdul Hir bin Zulkifli, Abduhir Bin Hir, Bin Abdul Hir Zulkifli, Zulkifli, Zulkifli Hir, Musa, Abdulhir Bin Hir, Ahmad Shobirin, Armand Escalante, Hassan, Hendri Lawi, Henri Lawi, Hogalu, Hugalu, Muslimin Abdulmotalib, Norhana Mohamad, Normina, Hashim, Omar Salem e Salim Alombra.

As autoridades norte-americanas acreditam que o bombista era o chefe do grupo terrorista Kumpulun Mujahidin Malaysia (KMM) e um membro do comando central da Jemaah Islamiyah, um grupo terrorista que atua no sudeste asiático e que tem como objetivo estabelecer um califado islâmico na região, e acusam-no de ser o fornecedor de organizações terroristas e de dar formação para a construção de bombas para organizações terroristas.

A confirmação da morte chegou depois de um ataque em fevereiro pelas autoridades filipinas. Na altura, o FBI recebeu uma amostra de ADN para testar, mas nos primeiros testes os resultados apontavam para que o homem morto fosse um familiar de Marwan.

Agora, depois de tentes forenses mais completos, o FBI confirma que afinal era o extremista islâmico o homem que morreu no ataque.