Airbus 320

Polícia alemã não consegue controlar todos os passageiros aéreos

Polícia diz não ter pessoal suficiente para pedir identificação a todos os passageiros que entram no espaço Schengen através dos seus aeroportos. Apelo de ministro fica sem resposta.

A polícia alemã não consegue verificar todos os passaportes

Alex Grimm/Getty Images

A polícia alemã não tem efetivos suficientes para conseguir controlar os documentos de identificação de todos os passageiros que viajam dentro do espaço Schengen, disse o vice-presidente do sindicato da polícia, citado pela Reuters.

“A polícia federal alemã não pode certamente verificar todos os passageiros aéreos na zona Schengen numa base permanente. Simplesmente não temos pessoal para isso”, confirmou Sven Hueber, presidente do sindicato da polícia, citado pela Reuters. Mesmo sem o controlo adicional, a polícia alemã já tem menos 2.900 oficiais. E o governo só planeia aprovar o reforço de 500 efetivos em 2016.

Estas declarações surgem na sequência da proposta apresentada pelo ministro da Administração Interna alemão, Thomas de Maiziere. Depois do acidente com o avião da Germanwings, o ministro mostrou interesse na reintrodução da verificação das identificações de passageiros dentro da União Europeia e espaço Schengen, noticiou a Bloomberg.

“Cabe às companhias aéreas apurar a identidade dos passageiros e certificá-lo junto das autoridades de segurança. Se as companhias aéreas não conseguem confirmar a identidade dos passageiros com certeza absoluta, não são autorizadas a transportar esse passageiro”, acrescenta Sven Hueber.

O acordo Schengen é uma convenção entre países europeus, e não exclusivamente os que pertencem à União Europeia, para a abertura das fronteiras e a livre circulação de pessoas entre os estados-membros. Os passageiros que tenham como origem e destino países dentro desta área só precisam de apresentar o bilhete e, eventualmente, um documento de identificação. Isto, segundo o ministro da Administração Interna citado pelo EU Observer, é um “enorme problema de segurança”. “Se um passageiro der o seu bilhete a outra pessoa, apenas o nome do primeiro passageiro fica registado”, justifica Thomas de Maiziere. “Temos de pensar se queremos que continue assim no futuro. Precisamos de saber, por motivos de segurança, quem esta realmente a bordo.”

Ainda sobre questões de segurança, o ministro da Administração Interna disse que os especialistas alemães e franceses estão a estudar se o mecanismo de proteção das portas do cockpit dos aviões deve ser abolido. Foi este mecanismo para se trancar por dentro que permitiu ao copiloto despenhar o avião da Germanwings sem que ninguém conseguisse evitar a situação. A medida de proteção foi implementada depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 em que os terroristas tomaram conta dos aviões e os despenharam contra os edifícios.

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