O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse esta terça-feira que não pediu uma reestruturação abrangente da dívida da Grécia nas mais recentes negociações, mas que alertou que quanto mais longe Atenas estiver das metas originais do programa, de mais dinheiro vai precisar. Um alívio da dívida continua em cima da mesa.

“Quanto mais distantes estiverem das medidas acordadas e os objetivos estiverem dos compromissos originais de 2012, mais alta será a necessidade de mais financiamento e de alívio da dívida para tornar a dívida sustentável”, terá dito o diretor do Departamento Europeu do FMI e chefe de missão para a Grécia na última reunião do Eurogrupo, disse o Fundo ao Wall Street Journal.

A resposta diz ainda que a única coisa que Poul Thomsen fez foi “apontar para as compensações que têm de ser feitas para se conseguir um acordo nas negociações atualmente em curso”.

As regras internas do FMI proíbem o financiamento de emergência se não existir dinheiro suficiente para que o país consiga pagar as suas obrigações nos 12 meses seguintes e, ainda antes de se chegar ao atual impasse entre a Grécia e os credores, a o FMI já defendia que a Grécia iria precisar de mais dinheiro.

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Mas a reestruturação da dívida pública grega não fica fora dos planos. Quando em 2012 a Grécia avançou para a maior reestruturação entre as economias avançadas, os países da zona euro deram a garantia pública que apoiariam o alívio da dívida pública grega até que o seu nível caísse para substancialmente menos de 110% do PIB em 2022, desde que Atenas cumprisse os compromissos do resgate.

Este é o limite considerado necessário para garantir que a dívida pública grega é sustentável, segundo os cálculos dos técnicos do FMI.

O acordo, lembra o Fundo, continua em vigor e não houve qualquer discussão sobre mudar este enquadramento.