A justiça francesa validou esta quinta-feira as escutas feitas ao ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy onde é gravada uma conversa com o seu advogado e onde alegadamente discute a ideia de dar um emprego bem pago a um magistrado em troca de informação na investigação ao caso Bettencourt.

Nicolas Sarkozy, regressado à política, liderando o partido da oposição UMP, estaria a discutir esta ideia nas gravações para que o magistrado lhe desse informações sobre uma investigação a corrupção no financiamento da sua campanha eleitoral.

Segundo os advogados de Nicolas Sarkozy, estas gravações serão agora admissíveis em tribunal e parte da acusação contra o ex-governante francês, assim como contra o seu advogado de então, Thierry Herzog, e ao ex-alto magistrado Gilbert Azibert.

O caso remonta a março de 2014, quando a justiça francesa acusou Nicolas Sarkozy e o seu advogado de tentar obter informações em segredo de justiça sobre a investigação ao caso Bettencourt.

Liliane Bettencourt, a herdeira e acionista da L’Oreal, e uma das pessoas mais ricas do mundo, viu-se no meio de um escândalo quando gravações das suas conversas com o seu conselheiro financeiro foram reveladas, e que indiciavam que Bettencourt teria pago a vários governantes franceses para fugir aos seus impostos. Entre os pagamentos, estaria um pagamento ilegal de 150 mil euros para financiar a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy, em 2007.

Em troca de informações, Nicolas Sarkozy terá prometido um cargo prestigiado e bem remunerado ao ex-magistrado no principado do Mónaco. No final, nem Nicolas Sarkozy ganhou o caso, nem o magistrado ficou com o cargo.

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