Uma investigação interna do Governo norte-americano concluiu que centenas das mensagens no email privado de Hillary Clinton, que a candidata à Presidência dos EUA usou enquanto secretária de Estado, deviam ser consideradas classificadas e pede ao Departamento de Justiça que abra uma investigação criminal ao caso.

A saga dos emails de Hillary Clinton já se arrasta desde março e promete estar para durar, numa altura em que a campanha eleitoral está a começar a ganhar ritmo. Hillary Clinton já se assumiu como candidata às primárias do Partido Democrata para a Presidência dos EUA, mas esta questão ameaça ser uma nuvem negra na sua candidatura.

Quando era secretária de Estado dos EUA, a responsável máxima pela diplomacia norte-americana usou o seu email pessoal para assuntos oficiais do Departamento de Estado, levantando questões sobre a segurança das comunicações feitas pela secretária de Estado.

Hillary Clinton defendeu-se sempre dizendo que usava o email pessoal apenas por ser mais conveniente e que nunca enviou informações confidenciais a partir desse email, pedindo para que os seus emails sejam divulgados.

No entanto, essas comunicações ficaram fora da alçada do Congresso norte-americano, que tem o poder de fiscalizar as comunicações dos governantes através das suas comunicações seguras do Governo. Mas agora há mais: esta investigação, divulgada pelo New York Times e pelo Wall Street Journal, em que os inspetores do Departamento de Estado consideram que a conta privada de Hillary Clinton tinha centenas de emails potencialmente classificados.

Os investigadores pediram mesmo ao Departamento de Justiça que abra uma investigação criminal ao caso, para apurar se houve um tratamento impróprio de informação considerada sensível através do email da agora candidata à Presidência dos Estados Unidos. O Departamento de Justiça ainda não decidiu se avança para a abertura de um inquérito.

Por esclarecer está ainda se essa informação já tinha sido classificada como confidencial na altura em que foi usada no email pessoal de Hillary Clinton. Quando foram divulgadas as primeiras 3000 páginas de emails (o Departamento de Estado ainda está a rever cerca de 55 mil páginas de emails), a 30 de junho, o Departamento de Estado decidiu classificar parte das mensagens de forma retroativa.