Passaram 70 anos desde que o “Little Boy” destruiu cerca de 90% de Hiroshima, no Japão.

E desde esse ano, em 1945, já foram feitos 2045 ensaios nucleares. Aquele que é considerado o mais forte, com maior potência, pertence à União Soviética: em plena Guerra Fria, a 30 de outubro de 1961, o país testou a bomba “Tsar” sobre Nova Zembla, um arquipélago russo no Oceano Ártico. A “Tsar” teria uma potência 1500 vezes superior à “Little Boy” utilizada em Hiroshima.

Atualmente existem cerca de 15695 ogivas nucleares, de acordo com o Centro Ploughshares – uma organização contra a proliferação nuclear, encabeçada por Joseph Cirinccione, um especialista nestas armas.

E apesar de não ser possível saber ao certo o número total, de acordo com aquele Centro, a Rússia segue na dianteira, com 7500 ogivas nucleares. Em segundo lugar aparecem os EUA com cerca de 7100.

Depois, há os testes nucleares. Os últimos levados a cabo foram desenvolvidos pela França, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Estima-se que cada uma das grandes potências tenha cerca de 1800 bombas preparadas para serem lançadas a qualquer momento.

Mas nem todas as notícias são negativas: o número de ogivas atómicas é hoje 25% menor do que aqueles que havia durante a Guerra Fria, em meados dos anos 80.

Quer queiramos, quer não, as bombas nucleares fazem parte da cultura contemporânea. E têm repercussões práticas. Por exemplo, os testes que os EUA levaram a cabo, em 1971, na ilha Amchitka, no Alaska, resultaram na queda de uma escarpa onde estavam milhares de focas. Por causa deste acidente, nasceu a Greenpeace.

Recorde-se que o debate nuclear está agora em cima da mesa com o Irão.