O universo empresarial tem vindo a transformar-se ao longo das últimas décadas. O aparecimento dos computadores mudou radicalmente a forma como as pessoas trabalhavam. Depois, chegaram as comunicações móveis. Primeiro os “beep”, as pequenas caixas que nos avisavam quando alguém precisava da nossa atenção; depois os telemóveis, que anularam todas as distâncias entre pessoas e empresas. Estes evoluíram para os smartphones, que na prática se tornaram pequenos computadores de bolso que vieram acrescentar à voz a capacidade de trocar emails e partilhar documentos em tempo real.

Com os anos, os smartphones cresceram em complexidade e tamanho, até se tornarem demasiado grandes para não caber no bolso, mas mais pequenos e portáteis que os computadores. Os tablets são um meio-termo que se espalhou aos milhões pelos lares de todo o mundo, ganhando rapidamente a capacidade de substituir os laptop nas tarefas menos complexas, como ver o email, as redes sociais, ficar a par das notícias ou consultar uma receita de culinária.

O desenvolvimento tecnológico do hardware (da máquina) foi acompanhado por outro não menos importante: o software, mais concretamente, das aplicações (as Apps). Estas estão a tornar-se cada vez mais complexas e eficazes a tirar proveito da velocidade e versatilidade dos tablets. O salto era por isso, inevitável: os tablets já estão a conquistar os locais de trabalho.

O estudo “Technomic Index 2015”, promovido pela Samsung, concluiu que mais de 80% dos portugueses usam estes aparelhos para aceder ao e-mail e que quase 35% usa o tablet para consultar a conta bancária através das soluções de home banking. Mais de 29% assume ainda usá-lo para realizar operações financeiras como pagamentos de serviços, bens ou mesmo transferências bancárias. A amostra baseou-se num grupo de 304 portugueses que usam estes dispositivos mais de uma hora por dia.

Miguel Soares/Observador

Ao olhar para a amostra total de 1000 indivíduos, o estudo aponta ainda que 11.4% dos portugueses tinham intenções de adquirir um tablet no prazo de três meses após a realização do inquérito. Entre outros motivos, os inquiridos fundamentavam a decisão com a intenção de o usar no trabalho (12.1%), ou de ter um novo produto que lhes permite fazer algo que não podiam fazer antes. Os dados sugerem também que as caraterísticas de produtividade e mobilidade estão entre os aspetos favoritos dos utilizadores. Mais de 12% indica que irá comprar um tablet por necessitar de um aparelho mais pequeno e mais leve, algo que encaixa perfeitamente no meio profissional.

No entanto, desde o aparecimento dos primeiros tablets, houve uma série de outras funcionalidades a serem alvo de melhorias ao longo do tempo. Por isso, nas gerações mais recentes, estes aparelhos garantem um melhor desempenho, mais autonomia e, sobretudo, possibilitam o trabalho em ambiente multitarefa (multitasking) e, consequentemente, aumentando muito a produtividade de quem usa tablets no trabalho.