Apesar da ligação da CGTP ao PCP, que viabilizou o Governo de António Costa, a central sindical promete um 2016 quente e não baixa os braços nas reivindicações políticas. A lista é clara, a avaliar pelo discurso do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, na manifestação de sábado em Lisboa e pela entrevista que deu este domingo ao jornal Público.

  • revisão das “normas gravosas da legislação laboral”
  • necessidade de revogar a norma da caducidade da contratação coletiva e de reintroduzir a norma do tratamento mais favorável
  • a alteração do modelo de precariedade, baixos salários e trabalho desqualificado, através de “medidas de fundo que têm que ver com a estabilidade e a segurança no emprego e com a valorização das carreiras, das competências e das qualificações”

“[2016] acima de tudo, será um ano em que a CGTP, os sindicatos e os trabalhadores irão exigir respostas aos seus problemas, porque há um conjunto de problemas muito mais vasto que não tem nada a ver com a consolidação orçamental ou o défice”, afirmou Arménio Carlos, em declarações à agência Lusa, após uma concentração em Lisboa que reuniu centenas de pessoas no Largo Camões.

Em entrevista ao Público, o sindicalista insiste que o programa de Governo de António Costa “continua a não dar resposta a eixos estruturantes para uma mudança de política” e que a CGTP vai estar vigilante e “analisar o que prometeu cada um dos partidos e exigir que cumpram enquanto é tempo”.