Terrorismo

Duplo atentado suicida nos Camarões: pelo menos quatro mortos (dois deles civis)

Um duplo atentado suicida, cometido esta quinta-feira na cidade de Kerawa, Camarões, provocou pelo menos duas vítimas mortais. Terá ocorrido junto a uma escola que até há um ano albergava refugiados.

Reinnier KAZE/AFP/Getty Images

Um duplo atentado no norte dos Camarões, junto à fronteira com a Nigéria, provocou esta quinta-feira quatro mortes, duas das quais de civis. O atentado foi feito por duas bombistas suicidas junto a uma escola primária que costumava acolher refugiados, na cidade de Kerawa. Contudo, segundo afirma a BBC, a escola está fechada há cerca de um ano, devido à instabilidade vivida na região.

O número de vítimas mortais ainda não foi confirmado e há relatos distintos. A BBC afirma que a primeira bombista a fazer-se explodir causou a morte a duas pessoas e provocou ferimentos a outras quatro, enquanto a outra não terá provocado a morte a qualquer civil, já que se terá feito explodir antes de chegar ao alvo. A mesma estação cita uma fonte local, que afirma que os atentados visavam um mercado local, que decorre semanalmente e recebe comerciantes da cidade: terá sido aí que a primeira bombista se fez explodir, causando as mortes.

A imprensa francesa, contudo, aponta para um número de mortes maior: segundo o iTele e o Le Parisien, o duplo atentado suicida terá provocado a morte a quatro civis e terá sido cometido numa escola que albergava pessoas que “fugiam das atrocidades do Boko Haram”, o grupo terrorista islâmico que tem causado o terror na Nigéria e nos Camarões. O Le Parisien aponta para a existência de 19 feridos.

Um membro de um comité de segurança local afirmou ao iTele que “cinco pessoas planeavam fazer-se explodir” na cidade, mas “duas delas foram detidas” e outra ainda não terá sido encontrada, encontrando-se a monte. A mesma fonte acrescentou, ainda, que “uma das kamikazes detidas é a mulher de um dos líderes do Boko Haram”, que atua “na região de Kerawa”.

Desde que o Boko Haram começou a atacar o território camaronês, em 2013, já terá provocado a morte de, pelo menos, 1200 pessoas, de acordo com um relatório governamental publicado este mês, citado pelo iTele.

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