A polícia de Los Angeles, na costa oeste dos Estados Unidos, informou que o homem armado, detido no domingo, disse que pretendia “causar estragos” durante a marcha do orgulho ‘gay’.

Esta detenção ocorreu no mesmo dia do ataque de Orlando (sudeste), o pior dos Estados Unidos desde os ataques de 11 de setembro, no qual foram mortas 50 pessoas e 53 ficaram feridas numa discoteca ‘gay’.

James Howell, oriundo do estado do Indiana (norte), “disse a um agente policial, durante a detenção, que pretendia causar estragos durante a Gay Pride”, escreveu na rede social Twitter a chefe da polícia de Santa Monica Jacqueline Seabrooks.

Seabrooks acrescentou não existir “qualquer ligação conhecida com os acontecimentos” em Orlando.

Em conferência de imprensa, no início da marcha, cerca das 11:00 (19:00 em Lisboa), o presidente da câmara de Los Angeles, Eric Garcetti, sublinhou que as autoridades municipais consideravam também “não existir qualquer ligação” entre a detenção de Santa Monica e o ataque de Orlando.

Santa Monica é uma localidade à beira-mar, nos arredores de Los Angeles, onde cerca de 400 mil pessoas eram esperadas para a marcha do orgulho ‘gay’ antes do tiroteio de Orlando.

Antes, a polícia do condado de Los Angeles, segunda maior cidade dos Estados Unidos, tinha indicado que um homem tinha sido detido com “armas e outros materiais perigosos”.

Os ‘media’ locais noticiaram que uma viatura branca, com matrícula do Indiana, foi encontrada pela polícia de Santa Mónica ao princípio da noite.

A polícia do condado de Los Angeles garantiu estar “completamente preparada” para responder a um ataque como o de Orlando “se necessário”, tendo “reforçado o número de agentes” destacados para o fim de semana do Gay Pride.