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Catalunha. El Corte Inglés não abre no dia do referendo

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O gigante espanhol juntou-se ao pequeno comércio e não vai abrir no próximo domingo, dia de referendo na Catalunha. A Zara e a Massimo Dutti recusam fechar as portas.

O gigante espanhol costuma funcionar como termómetro das greves em Espanha

ANDRÉ MARQUES / OBSERVADOR

O grupo El Corte Inglés juntou-se ao pequeno comércio e anunciou que vai manter as portas fechadas no próximo domingo, 1 de outubro, dia de referendo na Catalunha. A poderosa marca espanhola alinhou assim com a associação de comerciantes que aconselhou às lojas o encerramento neste dia.

Não vamos abrir por consenso com o comércio na zona e por razões de prudência”, confirmaram ao El Mundo fontes do El Corte Inglés.

O presidente da associação catalã de comerciantes acredita que o encerramento vai ser generalizado. “Vai ser um mau dia de vendas, por isso por razões comerciais e para evitar males maiores, recomendamos não abrir”, explica Joan Carles Poblet, o líder da associação que integra desde centros comerciais a pequenos comércios.

O El Corte Inglés costuma servir como termómetro para avaliar o real impacto das greves e dos protestos em Espanha – se a loja fecha, o balanço é automaticamente positivo para os sindicatos. Agora, o encerramento das superfícies na Catalunha é o espelho do efeito económico que o referendo de domingo vai ter na região e da tensão que ali se vive, já que todos os responsáveis alegam a insegurança e o medo de rebeliões como motivos para não abrir.

A política comercial na Catalunha é muito específica: ao contrário do que acontece em Madrid e noutros centros turísticos de Espanha, a Câmara Municipal de Barcelona só permite que as lojas abram cinco domingos por ano. Ora, acaso dos acasos, este domingo era um deles. Algumas marcas bem conhecidas estão a optar por manter os estabelecimentos abertos, já que não querem perder uma das poucas oportunidades que têm para abrir ao domingo. A Zara e a Massimo Dutti lideram este grupo e defendem que a intenção de abrir se prende com a forte afluência de pessoas.

A verdade é que todas as lojas – as que abrem e as que fecham – estão a pedir um reforço de segurança, assim como as instituições bancárias. Milhares de efetivos da Guardia Civil e da Polícia Nacional foram deslocados para Barcelona este fim-de-semana, mas os comerciantes pedem um policiamento personalizado e perto das zonas de mais comércio, para que possíveis distúrbios não se tornem em pilhagens.

Outra medida foi já tomada pelo ministério do Fomento – as nossas Obras Públicas -, responsável pela regulação e controlo do espaço aéreo espanhol. O gabinete anunciou que o tráfego aéreo nos céus de Barcelona vai ter restrições entre domingo e segunda-feira e insiste que estas regras só se aplicam a helicópteros e avionetas, recusando qualquer intenção de evitar a captura de imagens aéreas das possíveis manifestações nas ruas da cidade.

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