Rádio Observador

Cancro

Desenvolvida “droga inteligente” que pode combater um dos cancros da mama mais agressivos

4.663

Os investigadores desenvolveram um medicamento para avançar no tratamento de cancro de mama triplo-negativo. Observou-se "uma redução significativa do tumor e o atraso na progressão do cancro".

Getty Images

Cientistas do Massachusetts General Hospital e do Centro Médico Irving da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, desenvolveram um medicamento que pretende combater um dos cancros da mama mais agressivos, avançou o jornal El Mundo. Segundo os investigadores, o medicamento “é muito promissor em mulheres com cancro de mama triplo-negativo metastático, com uma previsão média de sobrevivência de cerca de 12 meses”.

A Irving Medical Center at Columbia University explica que este tipo de cancro é, infelizmente, mais comum e cresce e dispersa-se mais rápido do que a maioria dos outros tipos de cancro de mama, mas reagiu bem a este novo tratamento ministrados a 108 mulheres dos EUA que integraram o ensaio clínico.

sacituzumabgovitecan, ou “droga inteligente”, como os investigadores lhe chamam, foi desenvolvido pela empresa farmacêutica Immunomedics, e concebido para aplicar uma carga tóxica diretamente nas células cancerosas. Trata-se de um cocktail de anticorpos e quimioterapia que reconhece uma proteína das células do cancro de mama conhecida como Trop-2 a que é aplicado um quimioterápico (irinotecan, SN-38). Com este fármaco ‘inteligente’, diz Kevin Kalinsky, oncólogo do Presbyterian Hospital de Nueva York, citado pelo El Mundo, pode ser aplicada “uma dose muito elevada”.

O especialista acrescenta ainda que “se observou uma redução significativa do tumor e o atraso na progressão do cancro em comparação com outros medicamentos utilizados habitualmente para o tratamento de tumores metastáticos”.

O New England Journal of Medicine explica como estes testes foram realizados em mulheres com cancro de mama triplo-negativo metastático, que já tinham recebido uma média de três terapias anteriores. Durante o tratamento, houve quatro mortes, no entanto, 33% dos pacientes reagiram positivamente ao medicamento.

Foram identificados efeitos secundários como diarreia, náuseas, perda de cabelo e fadiga, mas somente 3% dos pacientes foram obrigados a interromper o tratamento. Kevin Kalinsky salienta que o mais importante é que “o medicamento não causou neuropatia, nem dormência, que pode ser bastante dolorosa para os pacientes”, pois pode dificultar os movimentos do corpo.

No entanto, a “droga inteligente” continua em fase experimental e a FDA (Food and Drug Administration) ainda não o aprovou.

No comunicado, a farmacêutica Immunomedics afirma que acredita “no potencial do sacituzumab govitecan como opção de tratamento viável para esses pacientes”, e que irá trabalhar com a FDA para que este tratamento esteja o mais rapidamente possível disponível.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)