O Governo liderado por António Costa governará igual caso o ministro Mário Centeno abdique da pasta das Finanças para liderar o Banco de Portugal, como tem sido avançado como uma forte possibilidade. Esta é pelo menos a convicção de 43,2% dos inquiridos numa sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e para o Correio da Manhã divulgada esta segunda-feira. Ainda assim, 33,5% dos 606 inquiridos consideram que sem Centeno, o Governo governará “pior”.

À pergunta se “sem Centeno, o Governo vai governar melhor”, 8,6% responderam, porém, afirmativamente. Já 14,7% não sabem ou não quiseram responder à questão colocada pela Intercampus, escreve o Jornal de Negócios (link ainda não disponível).

Antes da pergunta sobre Centeno, feita por telefone nesta sondagem que reuniu inquiridos de todo o país, foi também perguntado se este novo Governo iria governar melhor. Sem a hipótese de ter, ou não, nos comandos da pasta das Finanças o ministro Mário Centeno, 48% consideraram que o executivo iria ter um desempenho igual ao que teve na anterior legislatura, 29,8% dos inquiridos foram mais negativos, considerando que iria governar pior e só 14,5% responderam que o Governo de Costa iria melhorar o seu papel. Os restantes 6,9% não responderam ou não souberam o que responder.

Nesta sondagem também se procurou saber quais as expectativas de vida dos portugueses para 2020. E os resultados foram muito semelhantes aos das respostas dadas relativamente ao desempenho do Governo: 48,8% responderam igual, 27,1% disseram que pior e só 17% foram mais positivos respondendo que iria ter uma vida melhor.

Há cerca de duas semanas, numa entrevista ao semanário Expresso, o governante aventou a hipótese de terminar o mandato como presidente do Eurogrupo em 2020 e de vir a exercer o cargo de governador do Banco de Portugal. Embora tivesse sublinhado que o seu desafio atual é o de “começar a apresentar o Orçamento do Estado para 2020 na Assembleia da República”, Centeno abriu a porta à possibilidade de terminar o seu mandato à frente do Eurogrupo em julho, dizendo-se “extremamente favorável à limitação do número de mandatos que os políticos exercem”, incluindo ele próprio.