Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Jorge de Sena, o primeiro a traduzi-la para português, descreveu assim Emily Dickinson:

“Anti-romântica, anti-descritiva, anti-narrativa,anti-figurativa, anti-discursiva; fazendo, na concisão reservada aos madrigais e cantigas graciosas, uma poesia visionária, ao mesmo tempo ironicamente lúcida até à crueldade, e dilacerantemente metafórica até à ambiguidade total (…) compreendeu que a sua personalidade simples e devoradora da mínima parcela de vida à sua volta aterraria meio mundo, compreendeu também que a sua poesia teria de longamente aguardar para ser aceite…”

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.