Atualizado às 10h40 de terça-feira.

“Disparates, asneiras, insensibilidade social”. É difícil imaginar um discurso mais duro de um político em funções executivas contra uma empresa.  Os qualificativos foram usados pelo primeiro-ministro a propósito de uma decisão que tem já nove meses tomada uma empresa da qual o Estado é ainda acionista, embora sem intervir na gestão.

António Costa falava na pele de líder do PS em contexto de campanha autárquica e em apoio da autarca socialista que teve de enfrentar a bomba do fecho da refinaria de Matosinhos, anunciado no final do ano passado. E isso ajuda a perceber a agressividade de frases como: “Era difícil de imaginar tanto disparate, tantas asneiras, insensibilidade, e falta de solidariedade como aquela que a Galp deu prova aqui em Matosinhos”.

Mesmo afirmando não ter nada contra a empresa — da qual até o Estado tem recebido dividendos mesmo em ano de resultado negativo pelos 7% que controla — António Costa sublinhou que o processo de desmantelamento da refinaria deve ser exemplar e deixando no ar uma ideia em tom de ameaça: “Quem se porta assim tem de levar uma lição”.

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