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A coligação Mais Lisboa (PS/Livre) de Fernando Medina fica-se por 37% das intenções de votos no domingo (elegendo entre 7 a 9 vereadores), não devendo assim conseguir obter maioria absoluta e piorando o resultado de há quatro anos (42%), segundo a sondagem realizada pelo Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa (Cesop) para a RTP e para o Público.

Mas Carlos Moedas, que encabeça a coligação Novos Tempos (PSD/CDS/PPM/MPT/Aliança), está a nove pontos percentuais de Medina, recolhendo 28% dos votos e elegendo entre 5 a 6 vereadores — um resultado também pior do que em 2017, em que o PSD e o CDS obtiveram 31% nas duas candidaturas separadas (Assunção Cristas do CDS teve 20%, enquanto Teresa Leal Coelho do PSD conseguiu 11%).

Em terceiro lugar, segundo esta sondagem, deverá ficar João Ferreira (CDU), com 11% dos votos, uma subida de quase três pontos percentuais face às autárquicas de 2017, podendo eleger até dois vereadores. Segue-se o Bloco de Esquerda com 7%, com um resultado ligeiramente inferior ao de há quatro anos — só um vereador bloquista é que deverá ser eleito.

A confirmar-se estas previsões, uma grandes surpresas da noite de dia 26 poderá ser o Iniciativa Liberal conseguir eleger um vereador — de acordo com a sondagem, Bruno Horta Soares consegue 5% das intenções de votos. Já o PAN e o Chega não deverão ir além dos 3% e não deverão entrar no executivo camarário.

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Tendo em conta este cenário, Fernando Medina deverá precisar de negociar uma coligação — apenas num contexto pouco provável conseguiria a maioria absoluta. Caso a coligação Mais Lisboa eleja sete vereadores, poderá mesmo depender de dois partidos para governar; se ficar com oito apenas precisará de um vereador de outra força partidária.

Outra das perguntas que a sondagem colocava era quem é que os lisboetas consideravam que ia vencer as eleições. Segundo a Cesop, 74% dos inquiridos acreditam que Medina ganhava, enquanto apenas 4% vê Moedas como o próximo presidente da câmara da capital.

Esta sondagem foi realizada entre 16 e 20 de Setembro de 2021 em oito freguesias de Lisboa e tem uma margem de erro de 2,7%, tendo um nível de confiança de 95%.