Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Os veículos com motor de combustão perdem mais um defensor. A Renault, através do seu CEO, Luca de Meo, afirmou à Automotive News que a empresa que dirige só comercializará modelos 100% eléctricos a partir de 2030. Pelo menos, no que respeita ao mercado europeu, uma vez que nos restantes países, sem uma infraestrutura de carga eficaz, o construtor continuará a privilegiar os motores de combustão ou os híbridos.

Este anúncio da Renault antecipa em cinco anos o compromisso da União Europeia, que se comprometeu banir os motores de combustão em 2035, ainda que esteja agora a convencer os diferentes parceiros da União a antecipar esta meta para 2030. O construtor francês é mais um reforço no grupo de fabricantes que decidiram abandonar a produção de motores de combustão dentro de oito anos.

36 fotos

A Renault, que surgiu com o Zoe em 2012 – oferta que se manteve intocável durante oito anos, até que foi complementada em 2020 com a introdução do Twingo Electric -, pretende rapidamente ampliar a gama eléctrica a bateria, no que diz respeito aos veículos ligeiros de passageiros. Já no início de 2022 surgirá o Mégane, para depois ser a vez do R5, em 2024, que ocupará o lugar do actual Zoe, estando previsto para 2025 o R4, conhecido como R4ever, que se posicionará como um crossover, à semelhança do modelo original.

Segredos da Renault: R5 baterá o Zoe e o Clio em lucro

Para que a estratégia agora confirmada por Luca de Meo tenha pés para andar, será necessário que muitos mais modelos eléctricos surjam até ao final da década. Todos eles sobre as novas plataformas já anunciadas, concebidas especificamente para eléctricos, para maximizar as dimensões e a eficiência, aliadas às novas células de bateria e motores, que a Renault já anunciou pretender fabricar.