A notícia já era esperada mas foi agora confirmada: Jack Smith, o procurador especial que liderou os casos federais contra Donald Trump, apresentou a demissão do seu cargo no Departamento de Justiça (DOJ). A demissão foi formalizada na sexta-feira e tornada pública este sábado, a pouco mais de uma semana de o Presidente eleito tomar posse para o seu segundo mandato na Casa Branca, conta a agência Reuters.
Depois da leitura da sentença no caso Stormy Daniels, a saída de Jack Smith do DOJ é mais um sinal do colapso das investigações criminais contra Donald Trump. Smith era o responsável por dois casos: um relativo às acusações de interferência eleitoral — relacionado com o alegado papel de Trump nos motins no Capitólio, no dia 6 de janeiro de 2021 — e outro sobre o tratamento indevido de documentos confidenciais — Trump terá levado estes documentos da Casa Branca para a sua residência em Mar-a-Lago, quando abandonou a presidência.
Ambos os casos já tinham sido arquivados por Smith, logo após a vitória de Donald Trump nas eleições de 5 de novembro. À data, o procurador especial destacou a regra do DOJ que impede acusações contra Presidentes em funções. Contudo, realçou que ambos os casos tinham bases legais suficientes para uma condenação — dando a entender que a reeleição era o único obstáculo à sua continuação.
A decisão já era esperada, não só pelo facto de os casos já terem sido arquivados, mas também por causa do braço de ferro que tem mantido com Donald Trump. O Presidente eleito acusou-o de ser “perturbado”, de estar a conduzir uma perseguição com motivos políticos e ameaçou mesmo que o ia despedir do seu cargo no DOJ quando tomasse posse.
Nas últimas semanas, Jack Smith já tinha passado vários casos sob a sua alçada, na qualidade de procurador especial, a outros funcionários do Departamento de Justiça, relata a CNN.