O Grupo TAP concluiu a reestruturação para que a companhia aérea (TAP SA) fique com a Portugália, UCS e Cateringpor, anunciou o Ministério das Infraestruturas, em comunicado.

A TAP SGPS fica, assim, sem estas participações e muda de nome para Siavilo SGPS, não contaminando o nome da companhia aérea que tem tido resultados positivos, enquanto a SGPS continuava com a situação financeira debilitado. A conversão da SGPS em Siavilo está registada no portal da Justiça com data de 8 de janeiro deste ano.

O Governo no comunicado não indica valores destas operações em que a SA comprou as participações à SGPS, indicando apenas que foram concluídas por serem “necessárias à persecução do Plano de Reestruturação acordado com a Comissão Europeia, preparando assim a TAP SA para o processo de reprivatização”.

Só no caso da compra da Cateringpor pela SA é que o Governo indica que está ainda pendente à aprovação por parte do Tribunal de Contas.

Além desta reestruturação, foi feita a última entrega (a que faltava) de capital na TAP, no valor de 343 milhões de euros, “concluindo assim a reestruturação financeira prevista no plano”. A última tranche estava prevista acontecer no final de 2024.

Já entraram na TAP mais 343 milhões do Estado do aumento de capital decidido em 2022

A TAP SGPS, empresa totalmente detida pelo Estado, é conhecida como TAP má por ter capitais próprios negativos de mais de 1,3 mil milhões de euros. Além das participações na Portugália, Cateringpor e UCS (agora alienadas), a TAP SGPS herdou algumas das obrigações financeiras, nomeadamente a liquidação da empresa de manutenção no Brasil e o reembolso das obrigações subscritas pela companhia Azul e pela Parpública no valor de 120 milhões de euros, aos quais se somavam  juros de quase mais 100 milhões de euros.

TAP SGPS deve 160 milhões à Azul (companhia controlada por Neeleman) e a conta vai subir até 2026

Em atualização

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