Enquanto Lando Norris, o jovem piloto de 25 anos da McLaren que se sagrou vice-campeão do mundo de F1 em 2024, comemorava no Dubai a entrada num novo ano, o seu Ferrari F40 sofria um percalço contra um rail de protecção no Mónaco, onde reside. Não se sabe quem ia ao volante, mas, pelas imagens recolhidas por quem seguia atrás, tudo indica que o condutor abusou do acelerador sem possuir a experiência necessária para domar uma fera deste calibre.
O Ferrari F40 é um daqueles superdesportivos que fazem parte da história da indústria automóvel. Não necessariamente por ser o mais potente — apesar de, em 1987, os seus 484 cv serem muito respeitáveis —, mas por ser um dos exemplares mais puristas, já que está homologado para circular na estrada, embora tenha sido concebido como um carro de competição. Possui um chassi tubular reforçado por fibra e está equipado com um motor 2.9 V8 soprado por um generoso turbocompressor que fornece quase meio milhar de cavalos para puxar por apenas 1254 kg. E não usufrui de qualquer tipo de ajudas eletrónicas que facilitem o trabalho do condutor e o possam “defender” de possíveis abusos.
Norris e o seu F40 são vistos habitualmente a passear pelas ruas do principado, mas deverão andar afastados da ribalta durante umas largas semanas. Tantas quantas forem necessárias para refazer a fibra da traseira e, eventualmente, repor as fixações da zona posterior da carroçaria. O F40, de que apenas deveriam ter sido produzidas 400 unidades, mas que a apetência que despertou no mercado levou a Ferrari a fabricar 1311 (entre 1987 e 1992), tem hoje um valor de mercado a rondar 1,5 milhões de euros, pelo que convém ter cuidado com o acelerador.
Curiosamente, este não foi o único Ferrari F40 a ter ao volante condutores com pouco jeito ou muito optimistas, que acabaram para embater em algo sólido. Nos primeiros dias de Janeiro foi reportado um outro caso de um F40, também ele vermelho, que se atravessou repentinamente numa estrada britânica ao responder ao exagero na pressão sobre o acelerador. O resultado foi similar, com a traseira a derrapar sem que o condutor a conseguisse controlar, levando a frente a apontar para fora de estrada. Lamentavelmente, surgiu um poste na trajetória deste F40 que, segundo a imprensa local, é uma das unidades com mais quilómetros percorridos. E se o poste veio abaixo com o embate, o chassi do F40 não deverá ter ficado com muita “saúde”, um pouco à semelhança da carroçaria que, depois de capotar, não terá ficado com uma peça inteira. Em baixo pode ver Lando Norris com o seu F40 no Mónaco, a estacionar em frente ao Casino: