O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, avisou, esta segunda-feira, que os navios e os bombardeiros de longo alcance da Rússia “ameaçam a costa portuguesa”, destacando que a “infraestrutura submarina vital de Portugal” — como, por exemplo, cabos submarinos — estão localizados por pontos onde passam os navios russos.

No Palácio de São Bento, em Lisboa, numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro, Luís Montenegro, o líder da aliança atlântica deu este exemplo para ilustrar que as “ameaças da Rússia podem parecer distantes”: “Mas deixem assegurar-vos: não estão”.

Recordando o que se passou este domingo, Mark Rutte indicou que a aliança transatlântica viu “outro incidente” no Mar Báltico, com um cabo submarino danificado que conecta a Letónia e a Suécia, dois Estados-membros da NATO.

“A boa notícia” é, segundo Mark Rutte, que através da missão Baltic Sentry — lançada em meados de janeiro e cuja finalidade passa por proteger as infraestruturas submarinas da aliança — os navios e aeronaves da NATO estão no terreno a apoiar os equipamentos dos aliados. Essa missão, prosseguiu o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos, “permite uma resposta rápida e coordenada”. “A NATO é mais forte hoje.”

O culpado de todas estas ameaças? Mark Rutte apontou o dedo à Rússia. O país está a “tentar desestabilizar” os Estados-membros da aliança transatlântica, “desafiando a resiliência das nossas sociedade com atos que vão desde tentativas de assassínio, ciberataques a sabotagem”.

Sobre a Rússia, o líder da NATO criticou a “brutal guerra de agressão contra a Ucrânia”, assegurando que a aliança vai continuar a apoiar o país até quando “decida sentar-se à mesa de negociações com uma posição de força”.

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