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O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou esta terça-feira a possibilidade de enviar forças de paz para a Ucrânia, uma vez alcançado um acordo para resolver o conflito iniciado há quase três anos com a invasão russa do país vizinho.

“Acho que sim. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar a pôr fim ao conflito, em linha com a posição frequentemente declarada pelo secretário-geral”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, durante a sua conferência de imprensa diária quando questionado sobre este potencial cenário.

No entanto, o porta-voz especificou que “primeiramente” era necessário que as partes chegassem a um acordo para acabar com o conflito, decidissem o formato e que a operação se realizasse sempre “sob uma resolução do Conselho de Segurança” da ONU.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, concordaram esta terça-feira em avançar para a normalização das relações diplomáticas entre os dois países e começar a trabalhar num plano para acabar com a guerra na Ucrânia “o mais rápido possível”.

Rubio e Lavrov, que se encontraram esta terça-feira em Riade, capital da Arábia Saudita, concordaram em “estabelecer as bases para uma futura cooperação em questões de interesse geopolítico mútuo”, de acordo com uma declaração emitida pela porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce.

“Mais do que ouvidos, sentimos que fomos escutados”. O que saiu do histórico encontro em Riade, entre a Rússia e os EUA

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já declarou que não aceitará nenhum acordo sem a participação de Kiev e dos seus aliados europeus.

“Está claro que qualquer solução para o conflito na Ucrânia terá que envolver tanto a Ucrânia quanto a Federação Russa”, disse esta terça-feira o porta-voz de Guterres.

A Ucrânia tem contado com ajuda militar dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, a 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev também têm imposto sanções a setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

O conflito de quase três anos provocou a destruição de importantes infraestruturas em várias áreas na Ucrânia, além de um número por determinar de vítimas civis e militares.