Pouco depois de Pedro Nuno Santos ter feito um paralelismo entre o Governo de Montenegro e o de Santana Lopes, em 2004, o ex-primeiro-ministro veio criticar o líder do PS. Ao Observador, Pedro Santana Lopes atirou de volta aos casos do socialista quando esteve no Governo à frente do Ministério das Obras Públicas, entre 2019 e 2023.
O antigo primeiro ministro Pedro Santana Lopes lembrou que, no seu tempo à frente do Governo, “nenhum ministro se esqueceu de ter autorizado uma indemnização de meio milhão de euros”, nem “foi desautorizado pelo primeiro-ministro” e nem os “colaboradores andaram à pancada no gabinete”, como aconteceu com o sucessor de Pedro Nuno nas Infraestruturas, João Galamba.
Pedro Nuno Santos compara Montenegro a Santana por causa de “trapalhadas”
Na declaração que fez, o antigo líder do PSD (agora desfiliado do partido) começou por lembrar a indemnização de 500 mil euros à antiga gestora da TAP, Alexandra Reis, acusando Pedro Nuno de ter autorizado a compensação e de ter atirado “as culpas para outro ministro e para um seu secretário de Estado.”
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O autarca também pegou no caso da localização do novo aeroporto de Lisboa e do “despacho infantil” do então ministro Pedro Nuno Santos, que definiu a localização à revelia do primeiro-ministro, com António Costa a desautorizá-lo publicamente e a obrigar à revogação do despacho.
Para Santana é mais um ponto para atirar ao socialista, voltando à comparação com o seu tempo para dizer que “nenhum ministro foi desautorizado pelo primeiro-ministro depois de ter feito um despacho infantil como se fosse o único a decidir”.
E, por fim, ainda uma referência a um episódio pós-Pedro Nuno nas Infraestruturas, já do tempo do seu sucessor João Galamba e dos incidentes que ocorreram em 2023 no Ministério, envolvendo um adjunto do gabinete, Frederico Pinheiro — um elemento que era próximo de Pedro Nuno Santos. A propósito do que então se passou, Santana diz agora que os seus “colaboradores” também “não andaram à pancada no gabinete do ministro que sucedeu ao atual secretário-geral. Entre outras várias situações”.
Pedro Santana Lopes desfiliou-se do seu partido de sempre, o PSD, em 2018, formando de seguida um novo partido, o Aliança — do qual entretanto também já saiu. Neste momento, é novamente candidato à Câmara da Figueira da Foz e vai contar com o apoio do PSD. O regresso de Santana ao partido tem sido assunto recorrente e o próprio já assumiu essa ponderação várias vezes nos últimos tempos.