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O primeiro-ministro israelita acusou nesta quinta-feira os dirigentes de França, Reino Unido e Canadá de encorajarem “os assassinos do Hamas” para continuarem a combater, depois de terem denunciado as “ações escandalosas” do seu governo na Faixa de Gaza.

A declaração comum, publicada na segunda-feira, pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e os primeiro-ministros britânico, Keir Starmer, e canadiano, Mark Carney, mostra que “querem que Israel baixe os braços e aceite que o exército de assassinos de massa sobreviva, se reorganize e recomece uma e oura vez o massacre de 07 de outubro”, afirmou Netanyahu, em declaração gravada em vídeo.

Com o seu comunicado, disse, aqueles dirigentes “pensam que fazem avançar a paz. Mas não. Apenas encorajam o Hamas a continuar a combater”.

Netanyahu acrescentou que, como seu texto, Mácron, Starmer e Carney “dão esperança ao estabelecimento de um Estado palestiniano, a partir do qual o Hamas procurará destruir o Estado judeu“.

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Apesar de reconhecerem o direito de Israel a “defender-se” contra “o terrorismo” e exigirem ao Hamas que “liberte imediatamente os últimos reféns que mantém, de forma tão cruel, desde 07 de Outubro de 2023”, Macron, Starmer e Karney avisaram que “não iriam ficar de braços cruzados” perante as “ações escandalosas” do governo israelita na Faixa de Gaza.

“Opomo-nos firmemente à extensão das operações militares israelitas em Gaza”, afirmaram, considerando “intolerável o nível de sofrimento humano” na Faixa de Gaza.

“Se Israel não acabar com a nova ofensiva militar e não levantar as suas restrições sobre a ajuda humanitária, vamos tomar medidas concretas em resposta“, ameaçaram, sem mais precisões, mas acrescentando que estão “determinados a reconhecer um Estado palestiniano, enquanto contribuição para a realização de uma solução” de paz duradoura.