O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou esta quarta-feira uma nova restrição a vistos para entrar no país a “autoridades e pessoas estrangeiras cúmplices de censurar cidadãos norte-americanos”. Numa publicação na rede social X, o chefe da diplomacia justifica esta medida como um passo importante para proteger a liberdade de expressão e os direitos dos americanos.

“Durante demasiado tempo, os americanos têm sido multados, assediados e até acusados por autoridades estrangeiras pelo exercício do seu direito à liberdade de expressão. A liberdade de expressão é essencial ao estilo de vida americano — um direito inato sobre o qual os governos estrangeiros não têm autoridade”, escreve Rubio na plataforma detida por Elon Musk.

Uma das principais figuras da administração de Donald Trump, Marco Rubio diz que os estrangeiros que “põem em causa” os direitos dos americanos “não devem ter o privilégio” de viajar para os Estados Unidos da América. “Seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lado, os dias do tratamento passivo para aqueles que trabalham para minar os direitos dos americanos chegaram ao fim”, continua.

As afirmações do Secretário de Estado norte-americano surgem numa altura em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, se tem expressado cada vez mais intensamente sobre a introdução de medidas que dificultem o acesso de estrangeiros ao país, a começar pela entrada em universidades como Harvard.

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De acordo com a agência Reuters, esta medida poderá ser uma resposta do governo norte-americano à Lei dos Serviços Digitais da União Europeia, que empresas como a Meta já classificaram como “censura” das suas plataformas. Esta lei que visa a moderação do conteúdo publicado nas várias redes sociais, segundo o presidente da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, “restringe excessivamente a liberdade de expressão”. Segundo a UE, esta a Lei dos Serviços Digitais tem como objetivo tornar o ambiente online mais seguro, apelando às entidades competentes que bloqueiem conteúdo ilegal que inclua discurso de ódio e pornografia infantil, por exemplo,

Contudo, Marco Rubio não deu exemplos concretos de censura de cidadãos norte-americanos por autoridades internacionais, sendo ainda uma incógnita quem será afetado por esta nova restrição aos vistos de acesso aos Estados Unidos da América.