Paul Doyle, acusado do atropelamento em massa ocorrido em Liverpool na segunda-feira, foi presente esta sexta-feira em tribunal, onde foi ouvido duas vezes e foi informado que ia continuar detido até à próxima audiência, em agosto.
O caso foi recebido primeiro pelo Magistrates Court — equivalente a uma secção geral de um tribunal de primeira instância — tendo sido depois passado para algo que é equivalente a uma secção mais especializada em crimes graves, o Liverpool Crown Court.
Em ambas as sessões, Doyle ouviu as acusações dos procuradores britânicos e, na segunda sessão, ouviu a decisão do juiz Andrew Menary de o manter sob detenção até à data da sessão de pré-julgamento, marcada para o dia 14 de agosto, onde o acusado revelará como se declara: inocente ou culpado.
Atropelamento em Liverpool. Condutor inglês de 53 anos estava sob efeito de drogas
De acordo com o jornal britânico The Guardian que assistiu à sessão, Doyle parecia “cansado e combalido” quando apareceu na sala, vestindo um fato preto e uma gravata cinzenta. Durante a audiência, o acusado “só falou para confirmar o seu nome, morada e data de nascimento”.
“Parecia emocionado quando foi levado para a sala de audiências lotada, olhando brevemente para as dezenas de jornalistas presentes antes de fixar o olhar no chão”, lê-se na notícia.
Ao todo, 79 pessoas ficaram feridas depois de um carro Ford Galaxy ter irrompido pela Water Street atropelando vários adeptos que festejavam a conquista da Premier League pelo clube local Liverpool FC. Sete pessoas ainda estavam a ser tratadas no hospital na quinta-feira à noite.
Numa conferência de imprensa, em conjunto com a polícia de Liverpool, a procuradora Sarah Hammond dos Crown Prosecution Services (CPS) anunciou que o homem era alvo de sete acusações pela justiça, nomeadamente, duas do crime de ofensa à integridade física grave dolosa, duas do crime de tentativa de ofensa à integridade física dolosa, duas do crime de ferir com intenção de provocar ofensa à integridade física grave e ainda um crime de condução perigosa.
Na primeira audiência do Magistrates Court ouvido pelo The Telegraph, o juiz que presidiu à sessão Paul Healey, admitiu haver “uma perspetiva real de novas acusações“, referindo ainda que é preciso concluir a investigação “extensiva”.
“Estou convencido de que este é um caso verdadeiramente excecional, que chocou e indignou a população de Liverpool e não só”, acrescentou.