O abalroamento de um comboio Intercidades a um camião na Linha da Beira Baixa na zona de Alpedrinha, concelho do Fundão, que causou um incêndio na viatura e outro em duas composições da locomotiva, provocou quatro feridos ligeiros que foram transportados para o hospital da Covilhã, tendo outras seis pessoas sido assistidas no local. O comboio, que partiu da Guarda com destino a Lisboa, circulava com 125 pessoas, entre passageiros e funcionários.
A circulação na Linha da Beira Baixa, entre Vale de Prazeres e Castelo Novo, esteve interrompida desde a noite de quarta-feira até à madrugada desta sexta-feira, quando foi retomada “após reposição das condições de segurança e circulação”, informou fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).
À RTP, o presidente do Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, adiantou que as cancelas da linha ferroviária estavam em baixo quando o acidente aconteceu. Já a CP, em comunicado, revelou que os passageiros estavam a ser transbordados para autocarros, estando a empresa “a acompanhar a situação”.
A Infraestruturas de Portugal confirmou também que os equipamentos e sinalização na passagem de nível automática em Alpedrinha, no concelho do Fundão, estavam ativados no momento do acidente entre um comboio Intercidades e um camião. O comboio, que partiu da Guarda com destino a Lisboa, circulava com 125 pessoas, entre passageiros e funcionários, quando colidiu pelas 20h de quarta-feira com um veículo pesado de mercadorias na passagem de nível de Alpedrinha, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.
Em comunicado, a IP destacou que “os equipamentos e sinalização da PN (passagem de nível) estavam ativados, com as meias barreiras em baixo”. Os passageiros que seguiam no comboio relataram à Lusa que sentiram um forte estrondo, antes de se aperceberem de um incêndio e abandonarem as carruagens. Pouco depois de entrar no Fundão, Teresa Mira, de 65 anos, estava “nem há cinco minutos” no comboio quando ouviu “um estrondo e fumo grande”. “O jovem que ia ao meu lado disse temos que sair, temos que sair, temos que sair”, contou a passageira do Intercidades que a devia levar a Vila Franca de Xira.
Também Rodrigo Bento, de 22 anos, estava numa das carruagens afetada pelo incêndio que mobilizou para o local quase duas centenas de operacionais na noite de hoje, tendo relatado um “tremer por todo o lado” e repetidos gritos de alerta para fogo. “A reação foi ir para a porta e sair, inicialmente estavam trancadas, fizemos alguma força para as abrir. Uma das carruagens parecia estar toda sob fogo”, realçou o estudante de Ciências do Desporto na Universidade da Beira Interior, que seguia da Covilhã para o Entroncamento (Santarém). Apesar de ter vivido a “viagem mais atribulada em quatro anos”, o estudante frisou ainda que voltou ao comboio para retirar todos os seus pertences.
O alerta para o abalroamento foi dado pelas 20h e, pelas 1h45 de quinta-feira, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, permaneciam no local 101 operacionais, acompanhados por 42 viaturas.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]
*Notícia atualizada às 8h43 de sexta-feira, com informação de que a circulação na linha foi retomada